19 · 03 · 1840
25 · 08 · 1840
04 · 10 · 1840
Primeira reunião da Assembleia Geral. São eleitas a Mesa da Assembleia Geral e a Direção.
1841
O Montepio instala-se num prédio arrendado na Rua do Crucifixo, em Lisboa.
10 · 02 · 1842
Restauração da Carta Constitucional, abolida em 1836, num movimento cartista liderado por Costa Cabral, que assume o Ministério do Reino.
1842
Mudança das instalações para uma casa arrendada na Rua da Betesga.
1843
Mudança das instalações para uma casa arrendada na Rua da Oliveira ao Carmo.
03 · 01 · 1844
24 · 03 · 1844
1845
O Montepio instala-se numa casa cedida pelo Governo na Rua Áurea.
1846
Revolta da Maria da Fonte, na sequência da qual cai o Governo de Costa Cabral.
1850
Criação das primeiras delegações no Porto, Setúbal e Beja.
Criação de uma Comissão Filial no Porto, composta por três membros.
1851
Discute-se a aceitação de associados das colónias ultramarinas, sendo negada a admissão de um associado por declarar residir em Angola.
Golpe militar liderado pelo Duque de Saldanha e promulgação do Ato Adicional à Carta Constitucional (1852). Início da Regeneração.
1852
O Montepio concorre a uma subscrição aberta para a emissão de títulos de uma empresa privada, a Companhia Luso-Brasileira.
Criação de delegações em Coimbra, Elvas e Faro, podendo prestar informações e angariar sócios.
É aprovada a “Nota I das Pensões de 1852”. A resolução significou uma ampliação das tabelas de contribuições e de pensões, estabelecendo que as pensões venciam 10% sobre a pensão do 1.º grau, progredindo até ao 31.º grau. Neste último grau, a pensão a legar passava a ser 100 % sobre o capital subscrito.
1853
Morte de D. Maria II. Regência de D. Fernando, na menoridade de D. Pedro V.
É publicado o primeiro Regulamento da Assembleia Geral.
1855
A Assembleia Geral acede a um pedido de residentes no Estado Português da Índia para a sua admissão como associados.
1857
1859
Primeiro Regulamento Interno do Montepio que se refere ao pessoal. A Associação é então composta por cinco funcionários: três escriturários, um fiel e o seu ajudante.
É identificada uma burla envolvendo empregados da instituição, mas o Montepio não sofre prejuízos, uma vez que a quantia é restituída.
1860
Compra dos primeiros títulos da dívida externa portuguesa.
Criação de delegações em Guimarães e Angra do Heroísmo.
1861
Morte de D. Pedro V. Início do reinado de D. Luís.
O Montepio efetua, pela primeira vez, um empréstimo ao Governo.
Estabelecimento da primeira delegação no Império Colonial Português, em Goa.
Expansão de delegações em Braga, Évora, Estremoz e Tavira.
1862
Abertura da delegação de Leiria. As delegações de Goa, Porto, Coimbra e Ponta Delgada passam a ser consideradas agências, podendo receber quotas, pagar pensões e dotes aos seus associados e beneficiários.
1863
Abertura de delegações em Chaves e Campo Maior.
1864
09 · 03 · 1864
É criada a Caixa de Seguros Mútuos sobre a Vida, sob a proteção do rei D. Luís e da rainha D. Maria Pia. A Caixa de Seguros Mútuos Sobre a Vida constituiu uma das tentativas de expandir o leque de produtos mutualistas (seguros de vida) e aumentar o rendimento financeiro da Associação.
1865
Criação das delegações de Viseu, Funchal, Lamego, Abrantes, Alcobaça, Lagos e Valença do Minho.
Estabelecem-se medidas restritivas para admissão de associados em cenário de epidemia, dada a ameaça de cólera no país.
1866
É nomeada, pelo ministro Andrade Corvo, uma comissão para propor as bases para o desenvolvimento do mutualismo em Portugal, integrando os associados do Montepio Álvares Botelho e Custódio Manuel Gomes, entre outros.
Criação das delegações de Bragança, Castelo Branco, Penafiel e Viana do Castelo.
02 · 07 · 1867
O governo institui o Montepio Oficial, destinado a conceder pensões de sobrevivência às famílias de oficiais do Exército e da Marinha, bem como de funcionários civis com nomeação régia ou com certos rendimentos. A iniciativa baseava-se nos antigos montepios militares e civis criados entre o final do século XVIII e a década de 1840.
1867
O Montepio adquire obrigações pela primeira vez. Após algumas reservas quanto à segurança do mercado de capitais, os associados optam por consolidar o Fundo Permanente da instituição. Criação da delegação de Vila Viçosa.
1868
Publicação da memória «O presente e o futuro do Montepio Geral», do matemático Daniel Augusto da Silva, apresentada sob a forma de manuscrito à direção do Montepio Geral em 1865. O autor examina a condição financeira do Montepio Geral e apresenta a sua análise sobre as consequências nefastas da aprovação da Nota I da Tabela das Pensões de 1852, que será eliminada ainda nesse ano.
1869
Inicia-se a liquidação da Caixa de Seguros Mútuos sobre a Vida na sequência das dificuldades na gestão das subscrições e dos problemas que atingiram as caixas de seguros mútuos em Espanha. A Caixa será encerrada no ano seguinte.
1871
Fontes Pereira de Melo assume o cargo de Presidente do Conselho.
1872
As agências de Coimbra e de Ponta Delgada passam a delegações. Porto e Goa mantêm-se como agências.
1874
Extingue-se a agência de Goa.
1875
Falecimento de Francisco Manuel Álvares Botelho.
1876
Crise bancária. O Montepio contrai quatro empréstimos para acorrer à saída de dinheiro da Caixa Económica.
1880
Aprovação de uma Proposta de Lei, na sequência de um projeto apresentado pelo associado Domingos Pinheiro Borges, isentando o Montepio de algumas contribuições.
A Direção pede a alguns associados médicos que formem uma comissão e elaborem um questionário a ser preenchido pelos candidatos a associados, para aferição do seu estado físico.
1883
Publicação do estudo «A Estabilidade Financeira dos Montepios», de Domingos Pinheiro Borges. A obra propõe alterações estatutárias, com o objetivo de reduzir as assimetrias de informação e responder à carência de instrumentos científicos adequados, num contexto de emergência de diferentes modelos de governação mutualista.
1885
Crise financeira com uma corrida à Caixa Económica, obrigando o Montepio a recorrer a um suprimento no banco francês Comptoir d´Escompte.
1887
Publicação de um novo Regulamento do Serviço Interno, criando a secção de Contabilidade e Fiscalização.
1889
Morte de D. Luís. Início do reinado de D. Carlos.
11 · 01 · 1890
Ultimato britânico a Portugal.
1871
Subida ao poder de Fontes Pereira de Melo como Presidente do Conselho.
Na sequência de um período de estabilidade política, dá-se início a uma nova ordem económica associada ao desenvolvimento dos transportes e das comunicações, entendido como a base fundamental para incremento da atividade industrial, comercial e agrícola.
1872
As agências de Coimbra e de Ponta Delgada passam a delegações. Porto e Goa mantêm-se como agências.
1872
As agências de Coimbra e de Ponta Delgada passam a delegações. Porto e Goa mantêm-se como agências.
1874
Extingue-se a agência de Goa, combinando-se com o Banco Nacional Ultramarino as condições para a transferência de fundos dessa proveniência.
1875
Falecimento de Francisco Álvares Botelho.
1876
Crise bancária. Como consequência de uma crise bancária, são contraídos quatro empréstimos para acorrer à saída de dinheiro da Caixa Económica
1880
Aprovação de uma Proposta de Lei, na sequência de um projeto apresentado pelo associado Domingos Pereira Borges, isentando o Montepio de algumas contribuições.
1880
A Direção pede a alguns associados médicos que formem uma comissão e elaborem um questionário a ser preenchido pelos candidatos a associados, para aferição do seu estado físico.
1882
Pela primeira vez, é publicado, com o Relatório e Contas, o Parecer da Comissão Revisora de Contas.
1883
Publicação do estudo “A Estabilidade Financeira do Montepio Geral”, de Pinho Borges. Nesta obra são propostas alterações estatutárias, com o objetivo de reduzir as assimetrias de informação e responder à carência de instrumentos científicos adequados, num contexto de emergência de diferentes modelos de governação mutualista.
1885
Crise com uma corrida à Caixa Económica, obrigando o Montepio a recorrer a um suprimento no banco francês Comptoir d´Escompte.
1887
Publicação de um novo Regulamento do Serviço Interno, criando a secção de Contabilidade e Fiscalização.
1889
Morre D. Luís. Início do reinado de D. Carlos.
11 · 01 · 1890
1890
Corrida à Caixa Económica, provocada pela distribuição de panfletos caluniosos que acusavam a Caixa de aplicar capitais na dívida flutuante do Estado.
Constitui-se a Comissão de Estatística, com cinco associados, com o fim de estudar o o desequilíbrio entre as importâncias recebidas por quotas e as importâncias pagas em pensões .
1891
Contexto de crise económica, política e financeira. O Governo autoriza o Banco de Portugal a suspender a conversão das notas em ouro.
Breve corrida à Caixa Económica do Montepio. O volume dos levantamentos provocou uma queda significativa dos depósitos. Acentuam-se as dificuldades para a capitalização dos fundos.
1896
O Relatório da Direção publica a lista de 42 agências e delegações do Montepio.
1898
Um grupo de associados residentes no Porto solicita o estabelecimento de uma filial nessa cidade, com a faculdade de montar agências e subagências nos principais centros do norte do país. A pretensão não é atendida.
1899
Suspende-se, pela primeira vez, a admissão de associados, por virtude do aparecimento de uma epidemia de peste na cidade do Porto.
Procede-se à constituição efetiva de um fundo de reserva. Instalam-se e alugam-se os primeiros cofres a particulares.
1900
É descoberta uma burla envolvendo as obrigações da Companhia Geral de Crédito Predial Português.
1905
É descoberta a ocorrência de um furto perpetrado por um empregado, originando uma corrida à Caixa Económica. O Montepio intenta um processo criminal contra o seu autor, que em 1907 é condenado a 6 anos de prisão e 10 anos de degredo.
01 · 02 · 1908
O rei D. Carlos e o príncipe D. Luís Filipe são assassinados a tiro no Terreiro do Paço. D. Manuel II sobe ao trono.
05 · 10 · 1910
1910
A Assembleia Geral autoriza o depósito da reserva de ouro em bancos estrangeiros, mas não a compra de títulos de outros países.
1911
Realiza-se o Primeiro Congresso Nacional da Mutualidade.
É apresentado em Assembleia Geral um pedido de associados do Porto para a criação de uma de uma filial nessa cidade, bem como, bem como de filiais nas diversas províncias e sucursais da Caixa Económica na cidade de Lisboa.
1913
28 · 06 · 1914
Início da I Guerra Mundial.
1914
Corrida à Caixa Económica; o número de depósitos diminui e registam-se dificuldades no levantamento do juro dos depósitos efetuados em ouro nos bancos estrangeiros.
Corte de relações com a Companhia Geral do Crédito Predial Português, por litígio pendente.
1915
Iniciam-se os empréstimos hipotecários sobre prédios urbanos em Lisboa.
09 · 03 · 1916
1916
Tomam-se medidas para a admissão de pessoal, a fim de substituir os mobilizados para a I Guerra Mundial.
Aumento da carteira de títulos estrangeiros.
Atenuação das exigências estatais quanto a empréstimoshipotecários.
O Montepio participa no Segundo Congresso Nacional de Mutualidade.
08 · 12 · 1917
Revolta militar de Sidónio Pais, que assume a chefia do Governo até ao seu assassinato a 14/12/1918.
1917
É criado o Serviço Atuarial, dirigido por Beirão da Veiga.
Autorização do bónus aos pensionistas e ao pessoal.
1919
É estabelecido um quadro especial de mulheres empregadas, devido à I Guerra Mundial.
28 · 06 · 1919
Assinatura em Versalhes do Tratado de Paz que põe fim à I Guerra Mundial.
1920
Cria-se uma secção especial para os empréstimos hipotecários.
1923
1925
O Montepio reduz o seu número de delegações para 39.
28 · 05 · 1926
Pronunciamento militar em Braga que derruba a Primeira República e instaura a Ditadura Militar.
27 · 04 · 1927
António de Oliveira Salazar toma posse como ministro das Finanças. Instituição da Ditadura Financeira.
1929
Crise bolsista e instalação da Grande Depressão.
1930
Registam-se múltiplos prejuízos fruto da desvalorização dos títulos estrangeiros, por efeito do alastramento da crise mundial. Reorganizam-se os serviços internos, tendo a Associação resistido bem à Grande Depressão, sobretudo nos anos subsequentes.
1931
Inaugura-se a construção de casas para os associados.
30 · 06 · 1931
05 · 07 · 1932
Oliveira Salazar é nomeado Presidente do Conselho de Ministros.
11 · 04 · 1933
Entra em vigor a Constituição Política da República Portuguesa. Institucionalização do Estado Novo.
23 · 09 · 1933
1933
Publicação do alvará de aprovação dos novos Estatutos do Montepio. Separação da contabilidade entre a Associação Mutualista e a Caixa Económica de Lisboa. Criação de um fundo para a Reforma do Pessoal.
1934
Inicia-se a constituição do Fundo de Reserva da Caixa Económica de Lisboa.
São vendidos quase todos os prédios do bairro de Benfica que tinham sido construídos pelo Montepio.
16 · 03 · 1935
É decretada a Lei de Bases de Organização da Previdência. As associações de socorros mútuos sofrem uma ampla regulação e reorganização.
1935
São comprados, em Lisboa, os primeiros prédios urbanos para arrendamento.
Em virtude das condições económicas internacionais, o Montepio decide vender grande parte dos títulos de dívidas públicas estrangeiras que possuía.
1936
01 · 09 · 1939
Início da II Guerra Mundial. O Governo português anuncia a neutralidade perante o conflito.
1940
O Presidente da República confere ao Montepio o grau da Grã-Cruz da Ordem de Benemerência. Comemora-se o Centenário da Associação, no qual se destaca a realização de uma exposição comemorativa da vida do Montepio, a realização de diversas conferências e a publicação de obras.
1944
Realiza-se, entre 25 e 27 de março, o Primeiro Congresso Nacional das Caixas Económicas, no âmbito das celebrações do Centenário da Caixa Económica, preparadas pelo associado José Guerreiro Murta. Na sequência deste evento, Óscar Carmona é designado como Presidente Honorário do Montepio (19 de dezembro).
Inicia-se a campanha de instalação de delegações nas capitais de distrito.
08 · 05 · 1945
Fim da II Guerra Mundial na Europa.























