04 · 04 · 1838
É decretada a Constituição de 1838.
Na sequência da Revolução de Setembro de 1836, é elaborado o terceiro texto constitucional, que resultou de um compromisso entre as teses liberais da Constituição de 1822 e as teses mais conservadoras expressas na Carta Constitucional de 1826.
1839
Ascensão de Costa Cabral, sendo nomeado ministro da Justiça.
19 · 03 · 1840
É apresentado o Plano do Montepio Literário, por iniciativa de Francisco Manuel Álvares Botelho (1803-1875), direcionado para o socorro dos empregados que recebiam ordenados do Estado.
O objetivo seria a criação de um fundo comum, onde os indivíduos fizessem pagamentos regulares e do qual eles ou os seus legatários pudessem beneficiar em momentos de dificuldades financeira, de doença ou para a própria velhice, demonstrando solidariedade nas suas contribuições.
Na atribuição de pensões de sobrevivência, o mecanismo de solidariedade traduzir-se-ia nas contribuições que são efetuadas para além do tempo necessário para se subscrever a totalidade da pensão, sendo esse remanescente canalisado para a instituição, compensando os associados com menores carreiras contributivas.
Foram ainda estabelecidas as primeiras tabelas graduadas de contribuições, que se acordou ser uma tabela de pensões de 11 graus, isto é, quando um associado atingisse esses anos de contribuições teria direito a legar a pensão máxima, sendo a mesma correspondente a 50% do valor subscrito.
25 · 08 · 1840
A Rainha D. Maria aprova, por alvará, os Estatutos do Montepio, designado na altura por Montepio dos Empregados Públicos.
04 · 10 · 1840
Realiza-se a primeira reunião da Assembleia Geral, sendo eleita a Mesa da Assembleia Geral e a Direção.
1841
O Montepio instala-se num prédio arrendado na rua do Crucifixo em Lisboa. É admitido o primeiro empregado, o porteiro-cobrador.
1842
Morre o associado que legará a primeira pensão a favor da viúva e dois filhos.
10 · 02 · 1842
É decretada a restauração da Carta Constitucional, abolida em 1836, num movimento cartista liderado por Costa Cabral. O próprio assumiria a pasta de Ministro do Reino.
1842
Mudança das instalações para uma casa arrendada na rua da Betesga, ao Rossio.
1843
Mudança das instalações para uma casa alugada na rua da Oliveira ao Carmo, onde passa a ter residência o Porteiro.
03 · 01 · 1844
O Montepio passa a designar-se Montepio Geral, afastando-se da função do socorro estritamente ligada aos funcionários públicos.
24 · 03 · 1844
Ocorre a abertura da Caixa Económica e, pouco tempo depois, é iniciada a modalidade de empréstimos sobre penhores.
1845
O Montepio instala-se numa casa cedida pelo Governo na rua do Ouro.
1846
Em abril, dá-se a revolta Maria da Fonte, na sequência da qual cai o Governo de Costa Cabral.
Pouco depois, inicia-se a Guerra da Patuleia que instala no país a guerra civil entre Cartistas e Setembristas.
1850
Criação de uma Comissão Filial no Porto, composta por três membros.
1851
Discute-se a aceitação de associados das colónias ultramarinas, sendo negada a admissão de um associado por declarar residir em Angola.
1851
Advento da Regeneração.
O golpe militar liderado pelo Duque de Saldanha e a promulgação do Ato Adicional à Carta Constitucional (1852) marcam o início da Regeneração.
1852
O Montepio concorre a uma subscrição aberta para a emissão de títulos de uma empresa privada, a Companhia Luso-Brasileira.
1852
É aprovada a “Nota I das Pensões de 1852”.
A resolução significou uma ampliação das tabelas de contribuições e de pensões, estabelecendo que as pensões venciam 10% sobre a pensão do 1.º grau progredindo até ao 31.º grau. Neste último grau, a pensão a legar passava a ser 100 % sobre o capital subscrito
1853
Morte de D. Maria II. Regência de D. Fernando, na menoridade de D. Pedro V.
1855
A Assembleia Geral acede a um pedido de residentes no Estado Português da Índia para a sua admissão como associados.
1857
É liquidada a Companhia Luso-Brasileira, com prejuízos para o Montepio.
1857
Uma epidemia de cólera é acompanhada por períodos de intensa procura de dinheiro na Caixa Económica, a qual foi resolvida.
1859
Primeiro Regulamento Interno do Montepio que se refere ao pessoal. Na altura, a Associação era composta por cinco funcionários: três escriturários, um fiel e o seu ajudante.
1859
É identificada uma burla envolvendo empregados da instituição, mas o Montepio não sofreu prejuízos, uma vez que a quantia foi restituída.
1860
São comprados os primeiros títulos da dívida externa portuguesa
1860
Demissão do Governo regenerador.
1861
O Montepio efetua, pela primeira vez, um empréstimo ao Governo.
1861
Estabelecimento da primeira delegação no Império Colonial Português, em Goa.
1861
Morte de D. Pedro V. Início do reinado de D. Luís.
1863
Estabelecimento de agências, a título de ensaio, no Porto e em Coimbra.
1864
Transformação em agência a delegação de Ponta Delgada.
1864
Aquisição do prédio na rua do Ouro e transferência no ano seguinte.
19 · 03 · 1864
É criada a Caixa de Seguros Mútuos sobre a Vida, sob a proteção dos reis D. Luís e D. Maria Pia.
A Caixa de Seguros Mútuos Sobre a Vida constituiu uma das tentativas de expandir o leque de produtos mutualistas (seguros de vida) e auxiliar o rendimento financeiro da Associação. Esta organização estava destinada a todos os que nelas quisessem subscrever, ou seja, não apenas aos associados.
1865
Criação da delegação do Funchal.
1865
Estabelecem-se medidas restritivas no caso de epidemia, por haver ameaça de cólera no país.
1866
É nomeada, pelo ministro Andrade Corvo, uma comissão para propor as bases para o desenvolvimento do mutualismo em Portugal, integrando os associados do Montepio Álvares Botelho e Custódio Manuel Gomes, entre outros.
1867
O Montepio adquire, pela primeira vez, obrigações. Após algumas reservas quanto à segurança do mercado de capitais para uma associação mutualista, os associados optam por consolidar o Fundo Permanente da instituição. A estabilidade deste último era fundamental para garantir as pensões e os depósitos.
02 · 07 · 1867
É instituído o Montepio Oficial.
O modelo de associações mutualistas ligadas ao Estado levou à criação, pelo próprio governo, do Montepio Oficial, em 1867, e com estatutos aprovados em 1879. Destinado a conceder pensões de sobrevivência às famílias de oficiais do Exército e da Marinha, bem como funcionários civis com nomeação régia ou com certos rendimentos, a instituição baseou-se nos antigos montepios militares e civis criados entre o final do século XVIII e a década de 1840, que, nessa data, foram integrados no Montepio Oficial.
1868
Publicação da memória “O presente e o futuro do Montepio Geral” de Daniel Augusto da Silva, apresentada sob a forma de manuscrito à direção do Montepio Geral em 1865.
Nesta obra, o matemático Daniel Augusto da Silva examina a condição financeira do Montepio Geral, em particular apresenta a sua análise matemática sobre as consequências nefastas da aprovação da Nota I da Tabela das Pensões de 1852. Em 1868, emergem nitidamente nas sessões da Assembleia Geral duas fações em debate: a científica, que argumentava a sua simples prorrogação, e a defensora da tabela dos 31 graus, (fação mutualista). A primeira, terá, de facto, saído vitoriosa, com a eliminação da “Nota I da Tabela das Pensões de 1852” nesse ano.
1869
Inicia-se a liquidação da Caixa de Seguros Mútuos sobre a Vida.
Em função de dificuldades na gestão das subscrições e dos problemas que atingiram as caixas de seguros mútuos em Espanha, a Caixa de Seguros Mútuos sobre a Vida inicia o seu processo de liquidação, sendo definitivamente encerrada no ano seguinte.
1871
Subida ao poder de Fontes Pereira de Melo como Presidente do Conselho.
Na sequência de um período de estabilidade política, dá-se início a uma nova ordem económica associada ao desenvolvimento dos transportes e das comunicações, entendido como a base fundamental para incremento da atividade industrial, comercial e agrícola.
1872
As agências de Coimbra e de Ponta Delgada passam a delegações. Porto e Goa mantêm-se como agências.
1874
Extingue-se a agência de Goa, combinando-se com o Banco Nacional Ultramarino as condições para a transferência de fundos dessa proveniência.
1875
Falecimento de Francisco Álvares Botelho.
1876
Crise bancária. Como consequência de uma crise bancária, são contraídos quatro empréstimos para acorrer à saída de dinheiro da Caixa Económica
1880
Aprovação de uma Proposta de Lei, na sequência de um projeto apresentado pelo associado Domingos Pereira Borges, isentando o Montepio de algumas contribuições.
1880
A Direção pede a alguns associados médicos que formem uma comissão e elaborem um questionário a ser preenchido pelos candidatos a associados, para aferição do seu estado físico.
1882
Pela primeira vez, é publicado, com o Relatório e Contas, o Parecer da Comissão Revisora de Contas.
1883
Publicação do estudo “A Estabilidade Financeira do Montepio Geral”, de Pinho Borges. Nesta obra são propostas alterações estatutárias, com o objetivo de reduzir as assimetrias de informação e responder à carência de instrumentos científicos adequados, num contexto de emergência de diferentes modelos de governação mutualista.
1885
Crise com uma corrida à Caixa Económica, obrigando o Montepio a recorrer a um suprimento no banco francês Comptoir d´Escompte.
1887
Publicação de um novo Regulamento do Serviço Interno, criando a secção de Contabilidade e Fiscalização.
1889
Morre D. Luís. Início do reinado de D. Carlos.
11 · 01 · 1890
Ultimato britânico
O governo britânico apresenta um Ultimato formal que obriga Portugal a abandonar as antigas ambições de ligar as colónias africanas de Moçambique e de Angola.
1890
Corrida à Caixa Económica, provocada pela distribuição de panfletos caluniosos que acusavam a Caixa de aplicar capitais na dívida flutuante do Estado.
1890
Constitui-se a Comissão de Estatística, com 5 associados, com o fim de estudar o desequilíbrio das importâncias recebidas de quotas e pagas em pensões.
1891
Contexto de crise económica, política e financeira. O Governo autoriza o banco de Portugal a suspender a conversão das notas em ouro.
Breve corrida aos depósitos na Caixa Económica do Montepio com queda nos depósitos. Acentuam-se as dificuldades para a capitalização dos fundos.
1896
O Relatório da Direção publica uma lista de agências e delegações do Montepio, num total de 42.
1898
São concluídas obras na Sede do Montepio, dando-se uma nova organização espacial aos serviços.
1898
Um grupo de associados residentes no Porto solicita o estabelecimento de uma Filial nessa cidade, com a faculdade de montar agências e subagências nos principais centros do norte do país.
1899
Pela primeira vez, suspende-se a admissão de associados e aplica-se outras disposições estatutárias. Em virtude do aparecimento de uma epidemia de peste na cidade do Porto, a suspensão da admissão de associados vigorou nos últimos meses do ano.
1899
Procede-se à construção efetiva de um fundo de reserva e instalam-se e alugam-se os primeiros cofres a particulares.
1900
É descoberta uma burla envolvendo as obrigações da Companhia Geral de Crédito Predial Português.
1903
O número de associados atinge os 10 000.
1904
Os pensionistas podem receber as pensões por intermédio das recebedorias dos concelhos, sem encargos para estes.
1905
Ocorre um furto de um empregado. O furto, após ter sido ter sido divulgado, origina uma corrida à Caixa Económica. O Montepio intenta um processo criminal contra o seu autor, o qual é condenado a 6 anos de prisão e 10 anos de degredo, em 1907.
11 · 02 · 1908
O rei D. Carlos e o príncipe D. Luís Filipe são assassinados a tiro no Terreiro do Paço. D. Manuel II sobe ao trono.
05 · 10 · 1910
Proclamação da República
Um movimento revolucionário derruba o regime monárquico e proclama a República nos Paços do Concelho, em Lisboa. É constituído um governo provisório, presidido por Teófilo Braga.
1910
A Assembleia Geral autoriza o depósito da reserva de ouro em bancos estrangeiros, mas não a compra de títulos de outros países.
1911
Realizam-se obras na Sede para instalar mais cofres de particulares e alargar a casa-forte.
1911
Realiza-se o Primeiro Congresso Nacional de Mutualidade
Perante a implantação da Primeira República, o movimento mutualista sente a necessidade de ecoar os seus problemas e alinhar as suas ambições nas suas mais diversas vertentes, mormente no aprofundamento do seu relacionamento com o Estado e o diálogo com as diversas associações de socorros mútuos. Neste sentido, exprime o desejo fundar uma Federação Nacional das Associações de Socorros Mútuos. Além disso, neste encontro delinearam-se estratégias para uma melhor organização dos socorros oferecidos, sobretudo os clínicos e farmacêuticos.
1911
É apresentado em Assembleia Geral um pedido de associados do Porto para a criação de uma Filial, bem como filiais nas diversas províncias e sucursais da Caixa Económica na cidade de Lisboa.
1913
O Montepio é convidado para se representar numa reunião de associações de socorros mútuos para redigir uma representação expondo dúvidas sobre um projeto-lei apresentado no Parlamento.
1913
Publicação de o “Estudo Sobre a Situação Atual e Futura do Montepio Geral”, do associado João Baptista Ferreira.
28 · 06 · 1914
Início da Primeira Guerra Mundial
Dá-se o assassinato do arquiduque Francisco Fernando, herdeiro ao trono da Áustria-Hungria. A 28 de julho, a Áustria-Hungria declara guerra à Sérvia, conduzindo ao início da Primeira Guerra Mundial.
1914
Com a eclosão da Grande Guerra, surgem dificuldades ao pretendido levantamento do juro dos depósitos efetuados em ouro nos bancos estrangeiros. Além disso, o prolongar do conflito provocou uma descida dos depósitos e, concomitantemente, uma corrida à Caixa Económica.
Os desequilíbrios provocados na Instituição levariam a problemas de outra dimensão, já que o número de Diretores se revelaria insuficiente, mesmo chamados os suplentes, e o Presidente da Assembleia Geral convida os associados para, temporariamente, fazerem parte da Direção.
1914
Corte das relações com a Companhia Geral do Crédito Predial Português, por litígio pendente.
1915
Iniciam-se os empréstimos hipotecários sobre prédios urbanos em Lisboa.
09 · 03 · 1916
A Alemanha declara guerra a Portugal
A Alemanha declara formalmente guerra a Portugal, na sequência da apreensão dos navios alemães e austríacos atracados nos portos portugueses. A 20 de abril é decretada a expulsão de todos os súbditos alemães residentes em Portugal.
1916
A participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial representou para a Associação a mais grave ameaça à sua estabilidade: o aumento do risco de vida dos seus associados. Paralelamente, a entrada no conflito agravou as necessidades de pessoal, decorrentes da própria mobilização de muitos membros, o que levou à implementação de novas medidas para a admissão de colaboradores. Em 1919, por exemplo, é estabelecido um quadro especial de empregadas.
1916
O Montepio participa no Congresso Mutualista, que reuniu 206 associações com 219 615 sócios.
08 · 12 · 1917
Revolta militar de Sidónio Pais
Sidónio Pais assume a chefia do Governo até ao seu assassinato a 14/12/1918.
1917
É criado o Serviço Atuarial.
É criado o Serviço Atuarial, dirigido por Beirão da Veiga, tendo em vista o cálculo das reservas matemáticas da Instituição, bem como compensar o desequilíbrio gerados pelas contribuições dos associados e as pensões, com as receitas provenientes das aplicações financeiras e lucros da Caixa Económica.
28 · 06 · 1919
Assinatura em Versalhes do Tratado de Paz que põe fim à I Guerra Mundial.
1920
Cria-se uma secção especial para os empréstimos hipotecários.
1923
Realiza-se o Terceiro Congresso Nacional Mutualista, em que o Montepio participa.
28 · 05 · 1926
Pronunciamento militar que derruba a Primeira República e instaura a Ditadura Militar.
1926
As associações de socorro mútuo são autorizadas a licitar e a adquirir prédios que vão à praça em execução de dívida.
27 · 04 · 1928
António de Oliveira Salazar toma posse como ministro das Finanças. Instituição da Ditadura Financeira.
1928
São estabelecidos cofres-mealheiros na Caixa Económica.
1929
Crise bolsista e instalação da Grande Depressão.
1930
Registam-se múltiplos prejuízos fruto da desvalorização dos títulos estrangeiros, por efeito do alastramento da crise mundial. Reorganizam-se os serviços internos, tendo a Associação resistido bem à Grande Depressão, sobretudo nos anos subsequentes.
1931
Inaugura-se a construção de casas para os associados.
30 · 06 · 1931
É inaugurada a Filial do Porto.
05 · 07 · 1932
Oliveira Salazar é nomeado Presidente do Conselho de Ministros
11 · 04 · 1933
Entra em vigor a Constituição Política da República Portuguesa. Institucionalização do Estado Novo.
23 · 09 · 1933
Aprovação do Estatuto do Trabalho Nacional, determinando a institucionalização do corporativismo. A atividade económica e social é subordinada à organização corporativa.
1933
Publicação do alvará de aprovação de novos Estatutos, que trazem como grande novidade a separação da contabilidade entre a Associação Mutualista e a Caixa Económica de Lisboa e a criação de um fundo para a Reforma do Pessoal.
1934
Inicia-se a constituição do Fundo de Reserva da Caixa Económica de Lisboa.
1934
São vendidos quase todos os prédios do bairro de Benfica que tinham sido construídos pelo Montepio.
16 · 03 · 1935
É decretada a Lei de Bases de Organização da Previdência.
No âmbito do novo regime, as associações de socorros mútuos sofrem uma ampla regulação e reorganização. A previdência estaria, agora, a cargo dos seguintes setores principais: o privado, o setor público e o setor corporativo, tendo tal circunstância concorrencial afetado a massa associativa do Montepio Geral.
1935
São comprados, em Lisboa, os primeiros prédios urbanos para arrendamento.
1935
Em virtude das condições económicas internacionais, o Montepio decide vender grande parte das dívidas públicas estrangeiras que possuía
1936
O Montepio passa a ser membro da Administração do Banco da Agricultura, mantendo-se como Vice-Presidente do Conselho Fiscal da Companhia Portuguesa de Tabacos.
01 · 09 · 1939
Início da II Guerra Mundial. O Governo português anuncia a neutralidade perante o conflito.
1940
O Presidente da República confere ao Montepio o grau de Grã-Cruz da Ordem da Benemerência. Comemora-se o Centenário da Associação, no qual se destaca a realização de uma exposição comemorativa da vida do Montepio, a realização de diversas conferências e publicação de obras.
1942
São adquiridos os edifícios dos Armazéns Grandella.
1944
Realiza-se, entre 25 e 27 de março, o Primeiro Congresso Nacional das Caixas Económicas, no âmbito das celebrações do Centenário da Caixa Económica, preparadas pelo associado Guerreiro Murta. Na sequência deste evento, Óscar Carmona é designado como Presidente Honorário do Montepio (19 de dezembro).
1944
Inicia-se a campanha de instalação de delegações nas capitais de distrito.
08 · 05 · 1945
Fim da II Guerra Mundial na Europa.
1945
Criação do Museu do Montepio Geral, com peças e documentos que fizeram a história da Associação e da sua Caixa Económica.
27 · 12 · 1945
Criação da Fundação Valle Flor.
Uma fundação de carácter filantrópico, dirigida pelo Montepio Geral, cujo fim é recompensar e estimular atos de humanidade, abnegação e coragem praticados por menores pobres de nacionalidade portuguesa.
30 · 12 · 1946
A Agência de Évora da Caixa Económica é inaugurada, concretizando-se a ideia de constituir mais agências da Caixa Económica de Lisboa.
1947
Instalação da delegação da Horta, nos Açores.
1949
Inauguração da agência de Faro da Caixa Económica.
1950
Reforma dos Estatutos, dando início da construção de 48 casas económicas para associados e pensionistas, em moldes de renda económica, nos terrenos de sua propriedade no bairro de Alvalade.
1952
Aprovada, em Assembleia Geral, uma proposta para a criação do Lar das Pensionistas do Montepio Geral.
1952
Início da construção de um novo projeto de moradias de rendas limitadas, com o primeiro de uma série de três blocos habitacionais, na rua Maria Amália Vaz de Carvalho.
1953
Inauguração da agência de Coimbra, no largo Miguel Bombarda.
1956
Abertura de duas agências da Caixa Económica em Lisboa.
1957
Fundação do Cenáculo – Homens do Montepio Geral.
Uma fundação com o objetivo de reunir um conjunto de pessoas ligadas à Associação ou honrar aquelas que já o tivessem sido.
1957
Realiza-se o projeto de construção de edifícios na avenida do Brasil.
1959
É aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa o projeto da autoria do arquiteto Jorge Segurado de construção de oito blocos de luxo, com um total de 110 fogos, incluindo lojas e garagens, destinadas a rendimento nos terrenos que a Associação possuía na atual avenida do Brasil.
15 · 03 · 1961
Início da Guerra Colonial em Angola
A guerra, que se inicia em Angola em 1961, propaga-se nos anos seguintes à Guiné (1963) e a Moçambique (1964).
30 · 12 · 1961
Abertura da agência de Viseu, na rua D. Francisco Alexandre Lobo.
1963
Inauguração da agência da Caixa Económica de Lisboa em Bragança.
1965
A Fundação Padre José Filipe Rodrigues é entregue ao Montepio com parte do respetivo património.
A Fundação tinha como objetivo premiar anualmente duas alunas naturais da freguesia de Zibreira, concelho de Torres Novas, que mais se distinguissem pelo seu aproveitamento e conduta moral no quarto ano de escolaridade.
1965
Publicação de “125 Anos de Labor Mutualista” de Guerreiro Murta.
04 · 07 · 1966
Inauguração a nova agência de Castelo Branco.
29 · 09 · 1967
Inauguração a 29 de setembro da agência em Aveiro, na Dr. Lourenço Peixinho.
27 · 10 · 1968
Marcelo Caetano toma posse como presidente do Conselho.
1968
Instala-se no Montepio um centro mecanográfico.
O centro, colocado na rua de São José e na rua Manuel de Jesus, estava destinado a transcrição de dados através de máquinas de escrever e, mais tarde, com recurso a cartões perfurados para processamento de informação.
1969
O Montepio Madeirense é indexado à Associação e a Caixa Económica do mesmo Montepio à Caixa Económica de Lisboa.
Na sequência da restruturação legal e económica que afetou as associações de socorros mútuos, as instituições de menor dimensão – com recursos limitados e poucas fontes de rendimento além das contribuições associativas – foram-se enfraquecendo, encontrando na fusão a única alternativa viável para garantir a sua sobrevivência. É neste contexto que se insere a integração não só do Montepio Madeirense, mas também do Montepio Terceirense (1972) e a Lutuosa Nacional (1973).
1972
O Montepio Terceirense mostra interesse em fundir-se com o MG.
1972
A associação mutualista Lutuosa Nacional solicita a anexação ao MG.
1972
Na CEL decide-se a aquisição de um sistema de teleprocessamento.
1972
São inauguradas as agências de Setúbal e de Moscavide.
1973
Passa a existir no Montepio o computador Century 200.
23 · 07 · 1973
Realiza-se o Primeiro Congresso Nacional da Previdência Social, o qual o Montepio participa.
1974
Revolução de 25 de abril
O Movimento das Forças Armadas (MFA) desencadeia uma ampla operação militar por todo o país, tendo em vista o derrube da ditadura. Após várias horas de cerco ao Quartel do Carmo, Marcello Caetano rende-se às forças revoltosas e entrega o poder ao general António de Spínola.
11 · 03 · 1975
Tentativa de golpe de Estado por militares afetos ao general Spínola e a nacionalização da banca
No seguimento da tentativa de golpe de António de Spínola, que na altura já não era presidente, o Conselho de Revolução decide ser urgente assumir o controlo do sistema bancário e proceder à sua nacionalização, medida que viria a concretizar-se três dias depois. Contudo, a Caixa Económica do Montepio não foi incluída no processo de nacionalização. À semelhança de outras caixas económicas e caixas de crédito agrícola mútuo, ficou excluída desta medida devido ao seu carácter não capitalista. Ainda assim, a instituição não ficou imune às transformações estruturais que então se impuseram ao setor bancário. Em conformidade com o Decreto-Lei nº156/75, de 25 de março, foram dissolvidos os seus Corpos Sociais (Assembleia, Direção e Conselho Fiscal) e os poderes foram concentrados numa Comissão Administrativa.
22 · 12 · 1975
A Comissão Administrativa, constituída por apenas dois membros, termina e é restituído o poder administrativo à Direção, que passaria a ter cinco membros, três eleitos interinamente e dois designados pelo Governo.
25 · 04 · 1976
Entra em vigor a nova Constituição da República Portuguesa.
Os direitos sociais do cidadão foram sistematizados, com disposições sobre a segurança social, a saúde, a habitação, a família, entre outros. No entanto, deixa ao capital o “desenvolvimento do processo revolucionário [que impunha] a apropriação coletiva dos principais meios de produção” (Constituição Portuguesa de 1976, artigo 10º, nº2).
03 · 08 · 1976
Publicação do Decreto-Lei nº660/76, que legisla novamente sobre a composição dos Corpos Sociais do Montepio Geral.
1978
A Presidência do Conselho de Ministros reconhece o Montepio Geral como Pessoa Coletiva de Utilidade Pública.
1981
Ocorre um aumento expressivo do quadro do pessoal em 1977 até 1981.
1982
Primeira Revisão Constitucional. Põe fim ao Conselho da Revolução e cria o Tribunal Constitucional.
1983
É aprovada a integração no Montepio Geral da Lutuosa Nacional.
1984
Primeira rede de ATM, a Chave24.
12 · 06 · 1985
Assinatura do tratado de adesão da República Portuguesa à Comunidade Económica Europeia (CEE) e à Comunidade Europeia da Energia Atómica (CEEA).
1986
Deflagra o incêndio do Chiado.
O desastre atinge parte das instalações do Montepio.
1988
Concretiza-se a participação financeira da Caixa Económica na UNICRE.
1989
São implementados equipamentos para tratamento de cheques por leitura ótica, integrando o Sistema de Telecompensação.
1989
Desenvolve-se a Secção de Marketing e Comunicação.
1990
Na sequência das comemorações dos 150 Anos da Associação, patrocina-se o concerto dos Rolling Stones, no antigo Estádio José Alvalade.
1990
O Montepio volta a atribuir bolsas de estudo.
1991
A Caixa Económica de Lisboa passa a designar-se Caixa Económica Montepio Geral.
1991
São lançados os cartões de crédito MG Visa.
1992
Realiza-se a III Conferência Europeia de Economia Social, organizada pela União das Mutualidades
1992
Novo Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras. É ainda nesse ano realizada a ligação das redes Chave24 ao sistema multibanco.
1994
O Banco de Portugal autoriza a Caixa Económica do Montepio Geral a operar plenamente no mercado externo.
1995
É outorgada a escritura da Fundação Montepio Geral.
1995
É criado o Centro de Estudos do Mutualismo.
1995
A CEMG adquire a Caixa Económica Açoriana.
1996
A CEMG adquire a Caixa Económica do Montepio Comercial e Industrial.
1997
Abertura, em Paris, do primeiro escritório de representação.
22 · 05 · 1998
Inauguração da Exposição Mundial de 1998, em Lisboa.
1998
Criação do Serviço Net24.
1998
Abertura do segundo escritório de representação internacional em Toronto, Canadá.
1999
Constituição do Clube do Tio Pelicas.
20 · 12 · 1999
Fim da administração portuguesa em Macau.
2000
Integração, na Associação, do Montepio Egitaniense.
2000
A CEMG lança o NET-móvel24. Lança também a banca telefónica.
2000
É aberto um escritório de representação em Genebra.
2001
São abertos os escritórios de representação de Newark e Frankfurt.
01 · 01 · 2002
O “Euro” entra em circulação
2002
A rede comercial passa a dispor de 286 balcões e duas sucursais financeiras. O Montepio Geral – Associação Mutualista ultrapassa o objetivo de 200 mil associados.
2005
Criação da empresa Residências Montepio.
2005
Fim das Lojas de Metais e Pedras Preciosas.
2006
Renovação da imagem institucional e identidade corporativa, tendo a marca abandonado a designação “Geral” para se centrar na designação “Montepio”.
2008
É lançado um programa de Educação Financeira do Montepio, de iniciativa do Gabinete de Responsabilidade Social. No mesmo ano, dá-se a criação do Centro Corporativo, como centro de gestão do Grupo Montepio.
2008
É inaugurada a primeira Residência Assistida.
2010
Aquisição do Finibanco.
2010
São reeditados os mealheiros históricos do Montepio.
17 · 05 · 2011
Programa de Assistência Financeira a Portugal (2011-2014)
2011
A Caixa Económica Montepio Geral sofre a avaliação de auditores externos e também os denominados “testes de stress”.
2015
A Assembleia Geral do Montepio aprova uma alteração estatutária, dando continuidade a uma via de autonomização no modelo de governance da Caixa Económica MG face ao Montepio Geral AM. Este processo já se desenvolvia desde 2012.
FRANCO, J. E., HENRIQUES, A. C. (Coord.) – Sob o signo do pelicano: história do Montepio Geral (1840-2015). Lisboa: INCM. Imprensa Nacional Casa da Moeda, 2015.