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Biografias

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Associado

Adolfo Augusto Leite de Sousa Noronha

Estado Português da Índia
Estado Português da Índia
Associado

Adriano Augusto de Pina Vidal

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção entre 1875 e 1876.

Associado

Afonso Carlos Ferreira May

Presidente da Direção/ Conselho de Administração; Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal entre 1957 e 1959 e entre 1961 e 1962 e Presidente da Direção entre 1964 e 1966 e entre 1968 e 1969.

Associado

Afonso de Dornelas Cisneiros (1880-1944)

Militar; Oficial do Exército; Campanhas de Pacificação e Ocupação em África (1880-1914). Membro da Academia Portuguesa da História
Associado

Agnelo José Moreira

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção entre 1881 e 1882.

Associado

Agostinho Albano da Silveira Pinto

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1850 e 1852.

Associado

Agostinho António de Magalhães

Estado Português da Índia
Associado

Agostinho Joaquim Pires

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1957 e 1958 e entre 1961 e 1963 e Presidente da Direção entre 1970 e 1972 e durante 1974.

Associado

Agostinho José Ferreira de Brito

Estado Português da Índia
Associado

Alarico Carlos Vespasiano da Costa Campo

Estado Português da Índia
Associado

Alberto Ferreira da Silva Oliveira

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1913.

Associado

Alberto Ferreira Vidal

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1932 e 1933.

Associado

Alfredo Artur de Carvalho

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1892.

Associado

Alfredo Carlos Le-Cocq

Político; Partido Progressista (1876-1910)
Associado

Alfredo Carneiro da Cunha

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1918.

Associado

Alfredo José da Fonseca

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1918 e 1935.

Associado

Alfredo Soares

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1931.

Associado

Álvaro Carvalho Daun e Lorena n.º12963

Aristocrata
Associado

Álvaro Correia da Silva Araújo, 2.º Visconde de Barcelinhos (1851-1892)

Nobre
Associado

Álvaro João Duarte Pinto Correia

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal entre 2013 e 2015.

Associada

Amélia da Conceição Vieira (1850-1928)

Mulheres associadas

Associada n.º2623. Natural e batizada na freguesia de Santa Engrácia da Cidade de Lisboa e filha de pais incógnitos, matriculou-se nas aulas de dança do Conservatório com 7 anos de idade e, consequentemente, passou a contracenar como dançarina no Teatro de São Carlos. Ingressou, mais tarde, na escola dramática do Conservatório, onde “foi muito bem recebida e teve logo remuneração ou subsídio, no primeiro ano de sete mil réis mensaes, no segundo oito e no terceiro nove.”

Foi admitida como associada n.º2623 do Montepio Geral – Associação Mutualista em 1875. Cedeu direitos.

Foi discípula e aluna de José Carlos dos Santos, ator e professor de declamação, de cuja relação nasceram dois filhos. O agravamento do estado de saúde de Santos, acometido de uma doença prolongada que lhe causara cegueira, levou a que Amélia Vieira se dedicasse ao acompanhamento da doença do seu companheiro como se tratasse de uma “heroica enfermeira”.

É neste contexto, “gravemente enfermo, e em iminente perigo de vida, mas em pleno uso de seu juízo”, que José Carlos dos Santos e Amélia Vieira se casaram a 22 de Novembro de 1885 na Travessa do Fala Só n.º3 – 1.º andar. O noivo era natural e batizado na freguesia da Conceição Nova e filho legítimo de José Cipriano dos Santos e de D. Ana Maria da Conceição Marrocos. Foram testemunhas José Gregório da Rosa Araújo proprietário, Carlos Mateus dos Santos empregado público e irmão do noivo, e Clemente Joaquim Bizarro da Silva comerciante. Pelo casamento foram legitimados os dois filhos dos nubentes, de seus nomes Alda batizada na freguesia do Socorro e Henrique Carlos batizado na freguesia de Santa Justa.

José Carlos dos Santos faleceu em 8 de Fevereiro de 1886 na freguesia de São José, tendo recebido os Sacramentos. O seu corpo foi depositado no jazigo dos atores dramáticos no dia seguinte.

Após a morte do seu marido e mestre, Amélia Vieira prosseguiu a sua carreira artística como atriz em Lisboa, Porto e Brasil. Em 1910, interpretou Inês de Castro em Rainha Depois de Morta, Inês de Castro filme da autoria do seu filho Carlos Santos, onde contracenou com Eduardo Brazão e António Silva, entre outros.

Faleceu ao 79 anos e idade em 9 de Janeiro de 1928 na Praça do Município, n.º32 – 3.º andar, na freguesia de São Julião da Cidade de Lisboa.

Associado

Américo de Deus Rodrigues Tomás (1894-1987)

Político; Presidente da República
Associado

Amílcar de Castro Abreu Mota

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção entre 1923 e 1924.

Associado

Anacleto Rodrigues Oliveira

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1916.

Associado

António Aloísio Jervis de Atouguia, 1.º Visconde da Atouguia (1797-1861)

Presidente da Mesa da Assembleia Geral Militar; Oficial do Exército; Exército do Rei D. Pedro (1829-1835)

António Aloísio Jervis de Atouguia, 1.º Visconde da Atouguia (1797-1861). Associado n.º538 Nasceu a 7 de Julho de 1797 no Funchal, sendo filho legítimo do capitão Manuel da Atouguia Jervis e de D.ª Antónia Joana do Carvalhal e Atouguia, neto paterno de António Richard Jervis e de D,ª Maria Correia de Bettencourt de Atouguia e neto materno Cristóvão Esmeraldo Teles de Meneses e de D.ª Mariana Francisca Moniz. Foi batizado a 13 de Julho na Capela de Nossa Senhora da Piedade, sendo seu padrinho Cristóvão Teles de Meneses, que se fez representar por procuração passada a Nuno de Freitas da Silva, e madrinha D.ª Ana Inácia do Carvalhal Correia, que se fez representar pelo seu procurador João Joaquim Neto.

Após a conclusão dos estudos secundários, que realizou em Londres no colégio Old Hall Green, Atouguia matriculou-se em Matemática na Universidade de Coimbra, acabando por se formar a 29 de Julho de 1822.

Casou a 6 de Abril de 1825 na Igreja de São Julião da Cidade de Lisboa com D.ª Maria Cândida Larcher, natural da Cidade de Portalegre e filha legítima de José Larcher e de D.ª Rosa Jacinta Larcher. Foram testemunhas José de Freitas Teixeira Spínola de Castelo Branco e Joaquim Larcher negociante. Deste matrimónio nasceu uma filha, de seu nome D.ª Sofia Cândida Jervis de Atouguia.

Entre 1828 e 1831, Atouguia exilar-se-á em Inglaterra por ser contrário ao governo de El-Rei D. Miguel e partidário das ideias liberais. Voltará do exílio em 1831, partindo para a Ilha Terceira ao encontro de José Lúcio Travassos Valdez e de João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun, oficiais do exército de D. Pedro aos quais serviu como ajudante.

Com o fim da guerra e a instauração do regime constitucional, Atouguia foi consecutivamente eleito para as legislaturas de 1834-1836, 1837-1838, 1838-1840, 1840-1842 e 1851-1852, tendo ascendido ao pariato por carta régia de 13 de Janeiro de 1852. Em 1852, no governo presidido pelo Duque de Palmela, ocupou a pasta da Marinha e no governo do Duque de Palmela ocupou várias pastas, nomeadamente dos Negócios Estrangeiros (1851-1852 e 1852-1856) e Marinha e Ultramar (1852-1856). Em 1835, recebeu mercê do título de Conselho da Rainha D. Maria II e, ainda, a insígnia da Ordem da Torre e Espada.

A 15 de Março de 1853, foi agraciado pela Rainha D. Maria II com o título de Visconde de Atouguia.

Em 1855, tornou-se associado n.º538 do Montepio Geral – Associação Mutualista. No ano seguinte, Atouguia foi nomeado como presidente da Mesa da Assembleia Geral, cargo que desempenhou de 1856 a 1858.

Em 4 de Julho de 1856, já viúvo, António de Atouguia procede à nomeação da sua neta D.ª Maria Antónia de Atouguia Ferreira Pinto, filha de Anselmo Ferreira Pinto Basto e de D.ª Sofia Cândida Jervis de Atouguia, no direito de transmissão da sua pensão.

Faleceu a 17 de Maio de 1861 no Páteo dos Lencastres n.º2 na freguesia de Santa Catarina da Cidade de Lisboa, com testamento e foi sepultado em jazigo de família no Cemitério dos Prazeres. Com a sua morte, a sua neta D.ª Maria Antónia de Atouguia Ferreira Pinto habilitou-se à sua pensão (pensionista n.º 261).

Associado

António Alves dos Santos Júnior

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção entre 1946 e 1947.

Associado

António Alves Loureiro

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1919.

Associado

António Castel-Branco

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1980 e 1982.

Associado

António Cordes Avelar

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal entre 1899 e 1900.

Associado

António Correia Herédia

Político; Partido Histórico (1852-1876) Partido Progressista (1876-1910)
Associado

António Costa Leal

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente do Conselho de Administração entre 1988 e 2003 e Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 2004 e 2006.

Associado

António Costa Rodrigues

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1917.

Associado

António da Cruz Barreto

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção em 1951 e 1955 e em 1967 e Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1970 e 1972.

Associado

António da Mota de Andrade e Silva

Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega Grande de Lisboa
Associado

António de Brito Peixoto Carvalho e Bourbon

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1929 e Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1934 e 1936.

Associado

António de Sampaio e Pina de Brederode, Duque de Palmela (1834-1910) [Consorte da 3.ª Duquesa de Palmela]

Nobre

António de Sampaio e Pina de Brederode, Duque de Palmela (1834-1910). Associado n.º728. Nasceu a 8 de Janeiro de 1834 na Cidade de Lisboa, sendo filho legítimo de Manuel Inácio de Sampaio e Pina Freire, 1.º Visconde de Lançada, e de D.ª Helena Teixeira Homem de Brederode, neto paterno de Inácio José de Sampaio e Pina Freire de Andrade e de D.ª Angélica Inácia Pereira de Aguirre e neto materno de António Xavier de Morais Pinto Teixeira Homem e de D.ª Mariana José de Andrade Brederode. Foi batizado a 2 de Fevereiro de 1834 na capela particular da casa de residência do conselheiro Manuel Inácio de Sampaio e Pina na rua Direita das Janelas Verdes, sendo seu padrinho o desembargador Martinho Teixeira Homem de Brederode e madrinha Nossa Senhora da Conceição.

Casou a 15 de Abril de 1863 no oratório do Palácio dos Duques de Palmela na rua da Escola Politécnica com Dona Maria Luísa de Sousa Holstein, 3.ª Duquesa de Palmela, natural e batizada na freguesia dos Mártires da Cidade de Lisboa e filha legítima de D. Domingos de Sousa Holstein, 2.º Duque de Palmela, e de D.ª Maria Luísa de Noronha e Sampaio. Foram testemunhas Suas Magestades El-Rei D. Luís e Rainha Dona Maria Pia. Deste casamento nasceram dois filhos, Dona Helena Maria Domingas de Sousa Holstein, 4.ª Duquesa de Palmela, e D. Pedro Maria Luís Eugénio de Sousa Holstein que faleceu menor.

A 2 de Setembro de 1909, ficou viúvo da 3.ª Duquesa de Palmela. Nestas circunstâncias, não tendo herdeiros que se pudessem habilitar à sua pensão no Montepio Geral, o Duque de Palmela  optou por ceder os seus direitos como associado. em Dezembro de 1909. A cedência revestiu-se de particular significado simbólico, uma vez que o Duque de Palmela escolheu ceder os seus direitos à obra social fundada pela sua mulher, a Sociedade Protetora das Cozinhas Económicas.

Faleceu viúvo e sem testamento a 24 de Novembro de 1910 na vila de Cascais, tendo o seu corpo sido sepultado em jazigo no Cemitério Ocidental em Lisboa.

Associado

António de Sousa Madeira Pinto

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1940.

Associado

António Dias Azevedo

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral durante 1852 (após o falecimento de Agostinho Albano da Silveira Pinto).

Associado

António dos Santos Monteiro

Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega Grande de Lisboa
Associado

António Eduardo Vilaça

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Par do Reino

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1907 e 1908 e durante 1913.

Associado

António Eusébio Lourenço Leão (1850-1921)

Comerciante

António Eusébio Lourenço Leão. Associado nº7641. António Eusébio Leão nasceu em 1850 em Gavião, filho de Eusébio Lourenço e Ana Heitor, ambos naturais da freguesia de Gavião. Era o filho mais velho do casal. Estabeleceu-se, juntamente com o irmão Ramiro, por conta própria numa pequena loja na Rua Nova do Almada nº 113-115. De acordo com João M.A. Florindo foi aqui que surgiu o apelido Leão. Nas viagens de negócios ao Brasil, Ramiro terá trazido um leão de bronze, de que gostava muito, e colocou-o em cima do balcão. Os clientes depressa se habituaram ao objeto de culto de Ramiro e passaram a designar o seu estabelecimento de “loja do leão”.

A sua vida profissional foi marcada pela sociedade que estabeleceu com o irmão, Armazéns Ramiro Leão, até à data da sua morte. 

António Leão terá se casado em primeiras núpcias com Nazaré Vaz Rosa Leão, de quem ficaria viúvo. Em 1896, volta a contrair matrimónio com Ana Vasconcelos Guerra, de 36 anos de idade, natural de Lisboa e filha de Feliciano José de Carvalho e Vasconcelos e Ana Miquelina da Costa Guerra de Carvalho e Vasconcelos. Reconheceram por seus legítimos filhos, Virgínia, com 14 anos, e Sara, de 11 anos. Aquando do seu falecimento a 4 de maio de 1921, habilitou pensões, à sua viúva, Ana Leão (nº12935), com 62 anos e residente em Lisboa e à pensionista Sara Leão Marques Tavares (nº12937), filha viúva, com 38 anos e também residente em Lisboa.

Associado

António Fernandes Camacho

Militar; Oficial do Exército; Exército do Rei D. Pedro (1829-1835)
Associado

António Inácio Simões

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1922.

Associado

António Joaquim Ferro

Presidente da Mesa da Assembleia Geral. Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega Grande de Lisboa
Associado

António José da Gama

Estado Português da Índia
Associado

António José de Melo

Militar; Oficial do Exército; Exército do Rei D. Pedro (1829-1835)
Associado

António José Gomes Netto (1834-1914)

Capitalista

Associado nº 1875. Nasceu em Ovar, a 22 de setembro de 1834.  Era filho de Manuel Gomes Netto e de Rosa Gomes do Belo, ambos naturais também de Ovar.

Segundo Jaime Reis, as suas origens são humildes, já que o seu pai era marítimo. Ainda assim, António José Gomes Netto tem o apoio financeiro de um padrinho para prosseguir os estudos na capital, onde simultaneamente se emprega no comércio. Foi despachante, tornando-se depois corretor, acabando por se estabelecer como negociante de grosso trato, com uma importante casa de corretagem e armação de navios ao Cais do Sodré.

Segundo o mesmo autor, tornou-se num dos maiores e mais respeitados capitalistas desta praça, com interesses nos mais variados ramos da atividade económica. Por esse motivo, foi eleito, em 1874, para a direção da Associação Comercial de Lisboa, conservando-se nesse lugar por diversos anos. Ajudou a fundar o Banco Lisboa e Açores em 1875 e, mais tarde, juntamente com Abraão Bensaúde e a firma Lima Mayer, a poderosa Empresa Nacional de Navegação.

Foi igualmente acionista e dirigente de seguros, participou nas Companhias Lusitana, Tagus, Universal, Bonança e outras; nos negócios coloniais, nas Companhias Comercial de Angola, do Congo Português e Ópio de Moçambique; na indústria, nas Companhias de Estamparia de Alcântara, Fabril Lisbonense, Aliança Fabril e Portuguesa de Fósforos; nos serviços urbanos, nas Companhias de Ascensores Mecânicos de Lisboa e do Mercado da Praça da Figueira; nos caminhos de ferro, na Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses; e, finalmente, no setor financeiro, nos Bancos Lisboa e Açores, Economia Portuguesa, Comercial de Lisboa e Lusitano, além do de Portugal. Foi diretor substituto do Banco de Portugal em 1878, vice-secretário da Mesa da Assembleia Geral em 1877-9 e diretor em 1879-1914, falecendo no exercício das suas funções.

Na vida política, a sua entrada para o parlamento deu-se com a eleição, como deputado pelo círculo de Almada, na legislatura de 1887-1889 (Partido Progressista). Voltou a ser eleito pelo mesmo partido em diversos círculos na legislatura de 1890, 1893, 1894 e 1901. Mais tarde, tornar-se-ia apoiante do partido Regenerador-Liberal e do governo de João Franco. Foi ainda vereador da Câmara Municipal de Lisboa entre 1886 e 1891. 

António José Gomes Netto foi casado com Rosa Maria Gomes Netto (?-1911) de quem teve três filhos: António José Gomes Netto Júnior (que se manteve ligado aos negócios da família) e Belmira Netto Afonso, que lhe sobreviveram; e Emília Maria Carolina Gomes Netto, falecida a 22 de novembro de 1911. Teve ainda quatro filhos ilegítimos, que perfilhou e contemplou no seu testamento.

António José Gomes Netto entrou no Montepio em 1867, com o número 1875. À data da sua morte, em Lisboa a 17 de junho de 1914, habilitou a sua filha perfilhada e viúva com 50 anos de idade, Amélia Netto da Silva.

Associado

António Júdice da Costa

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal entre 1908 e 1909.

Associado

António Júlio Pereira d’Eça

Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega Grande de Lisboa
Associado

António Justino de Faria Leal

Estado Português da Índia
Associado

António Lopes Vaz Pereira

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral durante 1953, entre 1959 e 1960 e entre 1967 e 1969.

Associado

António Manuel Santa Bárbara

Associado

António Maria Baptista

Político; Presidente do Conselho de Ministros; Primeira República (1910-1926)
Associado

António Maria Barreiros Arrobas

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1877 e 1878.

Associado

António Maria Celestino de Sousa

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1891.

Associado

António Maria de Oliveira Soares

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção entre 1861 e 1862 e Presidente da Mesa da Assembleia Geral durante 1868.

Associado

António Maria Fontes Pereira de Melo

Político; Presidente do Conselho de Ministros; Monarquia Constitucional (1820-1910)
Associado

António Marques da Silva

Estado Português da Índia
Associado

António Marques Quintans (1849-1927)

Comerciante

Associado nº2834. Nasceu em 1849, na freguesia dos Anjos, em Lisboa. Era filho de António Firmino Quintans e de Maria do Rosário Flores, sendo a naturalidade de ambos desconhecida. Pouco se sabe em relação ao seu percurso profissional de comerciante, apenas que em 1878, constitui uma sociedade, de nome “Vicente Pimentel & Quintans”, juntamente com Vicente José Lourenço Pimental, também morador em Lisboa. A sociedade tinha como fim o comércio de drogas, tintas, produtos químicos e medicamentos e outros e localizava-se na Rua Bela da Rainha (atualmente Rua da Prata), números 194 e 196 e Travessa da Assunção, nº26 a 32, freguesia de Santa Justa. Vicente Pimentel terá entrado com o capital de dois contos de réis enquanto António Marques Quintans, com a de quatro contos de réis.

O estabelecimento, que ficara conhecido como a Drogaria de Vicente Pimentel & Quintans, ter-se-á tornado num dos locais primordiais da cidade no fornecimento de produtos de farmácia. António Marques Quintans envolveu-se ativamente nas dinâmicas associativas mutualistas, tendo sido desde 1879, vogal da Associação de Socorros Mútuos de Empregados no Comércio de Lisboa. Entra em 1877 no Montepio, obtendo o número 2834. Foi por diversas vezes tesoureiro da Direção, em 1883 e 1890, entrando desta forma nos corpos diretivos da instituição.

A 29 de dezembro de 1879, casa-se com Maria Josefina da Conceição Santos Quintans, natural da freguesia de Santa Justa e Rufina. O casal teve como filhos: António Carlos Quintans, comerciante; Júlio Vicente Quintans, cuja demência lhe levou ao internato na Casa de Saúde do Telhal em Sintra, desde 1924; Maria do Rosário Quintans; Carlos Elias Quintans casado com Rosa da Conceição Costa Quintans; Leonor Quintans Fritas Simões, casada com Doutor Fernando Freitas Simões.

António Marques Quintans faleceu a 24 de janeiro de 1927, na sua casa Rua Ponta Delgada, nº44, primeiro andar, na freguesia de Arroios. Deixou duas pensionistas (nº 15344 e 15345).

Associado

António Nogueira Mimoso Guerra

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1943 e 1945 e entre 1947 e 1949.

Associado

António Óscar de Fragoso Carmona (1869-1951)

Político; Presidente da República

Associado nº 10 742. António Óscar de Fragoso Carmona nasceu em Lisboa, a 24 de novembro de 1869, o segundo dos cinco filhos de Maria Inês Côrte-Real de Melo Fragoso (1842-1906), natural de Montemor-o-Novo, e de Inácio Maria Machado de Morais Carmona (1829-1903), natural de Chaves. Foi nesta cidade que passou parte da infância e completou o ensino primário. Com tradições familiares ligadas ao Exército, ingressou no Colégio Militar, em 1882 e entrando, posteriormente, para a Escola do Exército. Concluiu o curso a 30 de novembro de 1892, com a média mais alta (12,1) dos oitos finalistas da sua Arma.

Na carreira militar ascende rapidamente até chegar a general, em 1922, e marechal em 1947. A sua carreira política começou a ganhar destaque em 1915, quando foi secretário do Ministro da Guerra no governo de Pimenta de Castro. Posteriormente, daria o seu apoio a Sidónio País. Já em 1923, foi ministro da Guerra no governo de António Ginestal Machado. A sua figura torna-se central nos últimos anos da Primeira República, em particular durante os julgamentos dos militares envolvidos na revolta de 18 de abril de 1925, onde se demonstrou abertamente crítico do regime. Pouco tempo depois, tornou-se juntamente com Mendes Cabeçadas e Gomes da Costa, um dos líderes do golpe militar de 28 de maio de 1926. 

Na sequência deste acontecimento, assumiu funções de chefia do Estado por decreto em 1926 e, dois anos depois, acabou formalmente eleito, ainda que fosse o único candidato.

Óscar Carmona foi sucessivamente reeleito até à data da sua morte, no dia 18 de abril de 1951, tendo ainda um papel determinante na ascensão de António de Oliveira Salazar ao poder.

Em 1914, casou-se, em Lisboa, com Maria do Carmo Ferreira da Silva (1878-1956), natural de Chaves. O casal tinha três filhos: Cesaltina (1897-1985); António (1900-1994) e Maria Inês (1903-2002).

Entrou na Instituição em 1905, com o nº 10 742, tendo sido vogal da Direção, no ano de 1916. Em 1944, foi proclamado de forma vitalícia presidente de honra da Instituição. À data da sua morte deixou duas pensionistas: a sua viúva, Maria do Carmo da Silva Carmona (pensionista nº26 386), com 71 anos de idade à data de falecimento, e a sua filha viúva, Cesaltina Amélia da Silva Carmona e Costa (pensionista nº26 387), com 54 anos de idade à data de falecimento do pai. Os restantes filhos encontravam-se casados.

Associado

António Pedroso Pimenta

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1938 e entre 1941 e 1942.

Associado

António Peixoto

Estado Português da Índia
Associado

António Pereira Reis

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1908.

Associado

António Pretextato de Pina e Melo

Presidente da Mesa da Assembleia Geral Eclesiástico

Frei António Pretextato de Pina e Melo (1768-1845) Associado n.º1 Nasceu a 23 de Fevereiro de 1768 e foi baptizado a 19 de Março na Igreja de Santa Isabel da Cidade de Lisboa, filho de Guilherme de Pina e Mello e de D.ª Inês Xavier Henriques, neto paterno de António de Pina e de D.ª Tomásia dos Reis de São João e neto materno de Manuel dos Santos Henriques e de D.ª Caetana de Brissos Rosa. Foi seu padrinho António Feliciano de Andrade tesoureiro-geral das Finanças e morador no Campo de Santa Clara.

Seguiu a vida religiosa, tornando-se freire da Ordem do Carmo. Matriculou-se me Matemática e Filosofia na Universidade de Coimbra, tendo concluído os estudos em 1796.

A 10 de Janeiro de 1801, Frei António Pretextato foi contratado como professor pela Província Reformada de Pernambuco para ministrar um curso de 4 anos que compreendia o ensino de Logística Metafísica Católica, Direito Natural, Teologia Natural, Moral Cristã, Aritmética, Geometria, Trigonometria, Álgebra, Cálculo Diferencial e Integral, História Natural, Física, Química, História Eclesiástica.

Em 31 de Outubro de 1813, encontramos Frei António Pretextato de Pina e Melo a subscrever o compromisso do Montepio Literário, associação de socorros mútuos inicialmente destinada à amparo das famílias de profissionais letrados e que depressa se alastrou a todas as classes. Esta instituição acabaria por terminar em 1821, no entanto, trava-se não só de uma iniciativa pioneira do mutualismo português, mas também de uma associação que ligará muitos dos futuros sócios fundadores do Montepio Geral.

Deputado da metrópole, pelo círculo eleitoral de Lisboa, às Cortes Ordinárias de 1822-1823, e fez parte da Comissão de Instrução Pública. A 23 de Setembro de 1826, o nome de Pina e Melo foi indicado para oficial de revisão da secretaria do Diário das Cortes.

No quadro da extinção das ordens religiosas, ocorrida após a Convenção de Évora Monte e a publicação do decreto de 30 de Maio de 1834, Frei António Pretextato de Pina e Melo foi nomeado juiz comissário para a extinção do Convento de Nossa Senhora da Penha de França dos Ermitas Calçados de Santo Agostinho e do Convento de São Domingos de Benfica da Ordem dos Pregadores.

Foi uma figura de proa da fundação do Montepio Geral, destacando-se o seu papel como redactor dos primeiros Estatutos do Montepio e como 1.º Presidente da Mesa da Assembleia Geral (1840-1841). De facto, acabaria mesmo por se tornar no primeiro associado desta instituição.

Faleceu na freguesia de Nossa Senhora da Encarnação do lugar da Ameixoeira, termo de Lisboa, em 25 de Julho de 1845, com todos os Sacramentos e com testamento, no qual nomeia com sua universal herdeira e pensionista do seu montepio a Sr.ª D.ª Gertrudes Avelina Vilela, filha de José Alves Vilela, “de uma família com a qual estava há mais de quarenta anos ligada à minha por parentesco e amizade”.

Associado

António Rodrigues Sampaio

Político; Presidente do Conselho de Ministros; Monarquia Constitucional (1820-1910) Político; Partido Regenerador (1851-1910)
Associado

António Sepúlveda Pimentel

Estado Português da Índia
Associado

António Teles Machado

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1928 e entre 1932 e 1933.

Associado

António Tomás Correia

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente do Conselho de Administração entre maio de 2008 e 2019.

Associado

Arnaldo Cabral Quadros

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente da Direção durante 1928 e Presidente do Conselho Fiscal durante 1929.

Associado

Artur de Mendes Carrusca

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal entre 1952 e 1954.

Associado

Artur Ivens Ferras

Político; Presidente do Conselho de Ministros; Ditadura Militar (1928-1933)
Associado

Artur Mendes de Magalhães

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1939.

Associado

Augusto Almeida Monjardino

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral durante 1931 (pediu escusa).

Associado

Augusto Cândido Leite Lobo Alves

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1919 e 1920, e entre 1928 e 1929. Foi Presidente da Direção durante 1932.

Associado

Augusto Carlos António de Lemos

Estado Português da Índia
Associado

Augusto de Faria, 1.º Visconde de Faria (1823-1901)

Nobre

Associado n.º2319. Nasceu a 13 de Dezembro de 1823 em Bouches-du Rhône, sendo filho de António Cândido de Faria e de D.ª Maria Helena Possolo. Nascido numa família de diplomatas portugueses, Augusto de Faria iniciou os seus estudos em Copenhaga, onde o seu pai se encontrava acreditado como representante diplomata da Coroa Portuguesa. A família voltará a Lisboa no ano de 1839, data em que Augusto de Faria se matriculou na Escola Politécnica.

Seguiu a carreira diplomática, iniciando-se como cônsul em Estocolmo e, depois, no Maranhão. Em 1872, foi nomeado representante diplomático junta das repúblicas de la Plata, onde procurou estabelecer acordos económicos, nomeadamente uma tentativa exonerar os vinhos portugueses de restrições. O sucesso desta ação diplomática valeu-lhe o título de cônsul-geral e de secretário do rei de Portugal em Paris.

Casou a 31 de Agosto de 1861 na Igreja de Santa Isabel da Cidade de Lisboa com D.ª Maria do Ó Barreiros Arrobas de Portugal da Silveira Barros e Vasconcelos, filha legítima de Guilherme Frederico de Portugal da Silveira Barros e Vasconcelos e de D.ª Maria do Carmo Barreiros Arrobas. Deste casamento nasceram seis filhos.

Em 1872, tornou-se associado n.º2319 do Montepio Geral – Associação Mutualista.

Faleceu a 26 de Setembro de 1901 em Ile de France. Habilitaram-se como pensionistas no Montepio Geral a viscondessa viúva D.ª Maria do Ó Barreiros Arrobas de Portugal da Silveira Barros e Vasconcelos (pensionistas n.º5741), e as filhas D.ª Maria Helena Portugal de Faria (pensionista n.º5742) e D.ª Maria Augusta da Assunção de Portugal de Faria (pensionista n.º5743).

Associado

Augusto Frederico Potsch da Costa Carvalho Talone, 4.º Visconde de Ribamar (1891-1961) n.º22877

Aristocrata

Associado n.º22877. Nasceu a 13 de Setembro de 1891 na Cidade de Lisboa. Foi filho de João da Costa Carvalho Talone, 3.º Visconde de Ribamar, e de D.ª Cecília Adelaide Couceiro Potsch, neto paterno de Frederico Carlos Agnelo Talone e de D.ª Henriqueta Sofia Leonor da Costa Carvalho, 2.ª Viscondessa de Ribamar, e neto materno de Augusto Frederico Gomes Peixoto Potsch e de D.ª Beatriz Augusta de Sousa Couceiro.

Augusto Talone provinha de uma família de origem italiana que se fixara em Portugal no século XVIII, tendo por via de relações matrimoniais acabado por ficar a representar o título de Visconde de Ribamar. Após a implantação da República, Talone continuará alinhado com o ideal monárquico. Para o efeito, em 26 de Novembro de 1929, El-Rei D. Manuel II, no exílio, autorizou-o a usar o título de 4.º Visconde de Ribamar, tendo mais tarde recebido alvará do Conselho de Nobreza de 7 de Junho de 1953.

Episódios da sua vida social e familiar encontram-se igualmente presentes em periódicos monárquicos, como o jornal O Correio que a 4 de Janeiro de 1913 noticiou o pedido de casamento de Augusto Talone.

Casou a 8 de Setembro de 1915 com D.ª Adelaide Pires Sanguinetti, natural de Lisboa e filha legítima de João Sanguinetti e de D.ª Adelaide Teixeira Pires, neta paterna de João Sanguinetti e de D.ª Carolina Germana Lopes Guibara e neta materna de Emídio Xavier Pires e de D.ª Adelaide Guilhermina Teixeira.

Faleceu a 3 de Maio de 1961.

Associado

Augusto Henrique Ribeiro de Carvalho

Estado Português da Índia
Associado

Augusto José da Cunha

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1889.

Associado

Augusto José Monteiro de Almeida

Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega das Sete Casas
Associado

Augusto Luciano Alves

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1959.

Associado

Augusto Maria Fuschini

Político; Esquerda Dinástica (1887-1890)
Associado

Augusto Sebastião de Castro Guedes

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1871 e 1873.

Associado

Augusto Xavier Palmeirim (1808-1890)

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Associado n.º483. Filho legítimo de Luís Inácio Xavier Palmeirim, do Conselho de Sua Magestade, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, Grão Cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, Comendador da Ordem de Cristo e da Ordem da Torre e Espada, Tenente-General dos Reais Exércitos, Governador de Armas da Província do Alentejo, e de sua mulher D.ª Joaquina Violante.

Assentou praça como cadete no ano de 1815, acabando por ser rapidamente promovido a alferes a 10 de Novembro de 1815. A par da carreira militar, Palmeirim foi paulatinamente alvo de diversas mercês régias que confirmavam o seu estatuto nobiliárquico e o bom posicionamento do seu pai Luís Inácio Xavier Palmeirim na Corte Portuguesa. Para o efeito, em 16 de Fevereiro de 1816, foi feito Fidalgo Cavaleiro da Casa Real e, em 25 de Fevereiro de 1823, recebeu o hábito da Ordem de Cristo.

Casou a 16 de Junho de 1829 no oratório particular do Palácio do Conde de Almada na freguesia de Santa Justa da Cidade de Lisboa com D.ª Joana Francisca Pereira Caldas, solteira, natural e baptizada na freguesia de São Cristóvão e São Lourenço e filha legítima de João Pereira Caldas já defunto e de D.ª Catarina Rita Jorge. Foram testemunhas o Conde de São Lourenço, Ministro Secretário dos Negócios da Guerra, e João Carlos Feio Cardoso de Castelo Branco. Quando casou era Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, Comendador da Ordem de Cristo, Major graduado e ajudante de ordens do Governador de Armas da Província do Alentejo. Deste matrimónio nasceram vário filhos, a saber: Luís Inácio Xavier Palmeirim, Augusto Carlos Xavier Palmeirim, Jaime Palmeirim, D.ª Joaquina Rita Caldas Palmeirim e D.ª Joana Augusta Caldas Palmeirim.

Com a aclamação de El-Rei D. Miguel, a família Palmeirim alinhou-se inequivocamente com o miguelismos, tendo Augusto Xavier Palmeirim servido o exército realista com a patente de tenente-coronel de infantaria. A 27 de Maio de 1828, Palmeirim foi enviado a Tavira com a missão de impor a nova ordem política, cuja boa conduta valeu-lhe a promoção ao posto de major em 13 de Junho de 1828. Porém, em 1833, no decorrer da Guerra Civil acabaria trocar de filiação política, tendo o Duque de Terceira prometido a sua conservação na carreira das armas no mesmo posto.

De facto, com o fim da guerra civil, Palmeirim acabaria por ser promovido ao posto de major em 24 de Julho de 1834, patente que já lhe havia sido reconhecida enquanto serviu as forças miguelistas, mas que não pela parte da nova ordem política. Continuará os estudos na Academia de Marinha, para os quais se matriculara em 1822, mas que havia interrompido, concluindo-os em 1841. Na década de 40, integrou as comissões incumbidas da reorganização do Colégio Militar e do Montepio Militar.

Eleito deputado na legislatura de 1848-1851 pela província do Minho. Na sua vida parlamentar tomou sempre voz na defesa dos interesses das forças armadas, tendo igualmente procurando manter uma postura apartidária, embora acabasse por integrar comissões eleitorais pelo Partido Regenerador. Foi reeleito pelo distrito de Braga para a legislatura de 1853-1856, reeleito por Melgaço para a legislatura de 1860-1861 e, por fim, reeleito novamente por Melgaço para a legislatura de 1861-1864.

Em 1854, tornou-se associado n.º483 do Montepio Geral – Associação Mutualista. Nesta instituição acabaria por desempenhar funções nos Corpos Sociais, como Presidente da Direção em 1859.

Entre 1859 e 1869, foi director do Colégio Militar. Foi membro efectivo do Conselho Geral de Instrução Militar, desde 1864.

Em 16 de Maio de 1874 foi elevado ao pariato, tendo tomado posse em 8 de Janeiro de 1875. Por sua vez, como deputado na Câmara dos Pares continuou a integrar variadas comissões parlamentares, com uma participação particularmente activa para temas relacionados com as forças armadas.

Foi 6.º Presidente da Comissão Central 1.º de Dezembro de 1640, de 6 de Janeiro de 1877 a 31 de Janeiro de 1880.

Faleceu Novembro 1890.  À sua morte habilitaram-se como pensionistas no Montepio Geral as suas filhas D.ª Joaquina Rita Caldas Palmeirim (pensionista n.º3355) e D.ª Joana Augusta Caldas Palmeirim (pensionista n.º3356).

Associado

Aureliano dos Anjos Felismino

Presidente da Direção/ Conselho de Administração; Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente da Direção entre 1961 e 1962 e Presidente do Conselho Fiscal entre 1971 e 1973.

Associado

Aureliano Ferreira Moutinho

Fornecedor da Casa Real (1820-1910)
Associado

Bernardino António Gomes

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1846 e 1847.

Associado

Bernardino Pereira Pinheiro

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1877.

Associado

Bernardo Carvalho Ribeiro

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1873.

Associado

Bernardo Heitor da Silveira e Lorena, 6.º Conde de Sarzedas (1810-1871)

Nobre. Estado Português da Índia

Bernardo Heitor da Silveira e Lorena, 6.º Conde de Sarzedas (1810-1871). Associado n.º1311. Nasceu em Pangim a 7 de Abril de 1810, sendo filho legítimo de Francisco Assis de Lorena e Silveira e de D.ª Maria Rita de Almeida de Sousa e Faro, neto paterno de Bernardo José Maria da Silveira e Lorena, 5.º Conde de Sarzedas e de D.ª Mariana Angélica Fortes de Bustamante Sá Leme e neto materno de José Dionísio Carneiro de Sousa e Faro Côrte-Real de Sampaio e de Dona Ana Maria Josefa de Almeida.

Casou a 5 de Junho de 1834 em Ribandar com D.ª Maria Luísa Pereira Garcez, filha legítima de Caetano Manuel Pereira Garcez e de D.ª Páscoa Gomes da Costa, neta paterna de Alberto Pereira Garcez e de D.ª Maria Rita Freire de Castro da Cunha de Eça e neta materna de Caetano Francisco Gomes da Costa e de D.ª Maria Caetana de Sousa Pereira.

Em 1862, tornou-se associado n.º1311 do Montepio Geral – Associação Mutualista. À sua semelhança também dois dos seus filhos se tornaram na mesma década associados, nomeadamente Bernardo José da Silveira e Lorena e José Maria da Silveira e Lorena.

Faleceu a 12 Dezembro de 1871 em Pangim. À sua morte habilitou-se à sua pensão no Montepio, a viúva D.ª Maria Luísa Pereira Garcez, tornando-se pensionista n.º900.

Associado

Caetano Campos Andrade

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1890.

Associado

Caetano José de Lacerda e Melo

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1873, 1878, 1885, 1893 e 1894.

Associado

Caetano Maria de Abreu Beirão

Político; Ação Realista Portuguesa
Associado

Cândido José Maria de Oliveira

Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega das Sete Casas
Associado

Carlos Adolfo Marques Leitão

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1911.

Associado

Carlos Augusto Morais de Almeida

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1890.

Associado

Carlos Belo de Morais

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1905 e entre 1909 e 1910 e Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1911 e 1912, entre 1915 e 1916 e entre 1922 e 1923.

Associado

Carlos Henrique da Silva Maia Pinto

Político; Presidente do Conselho de Ministros; Primeira República (1910-1926)
Associado

Carlos José de Oliveira

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção entre 1897 e 1898.

Associado

Carlos Ruivo Carvalho

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal entre 1983 e 1991.

Associado

Celestino Simões Henriques

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1935 e 1963, e entre 1949 e 1951.

Associado

Cipriano José Soares

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral durante 1853.

Associado

Clemente José dos Santos, 1.º Barão de São Clemente (1818-1892)

Nobre
Associado

Clemente José Martins da Costa

Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega Grande de Lisboa
Associado

Cristóvão Ribeiro Fonseca

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal entre 1920 e 1921.

Associado

Custódio Manuel Gomes

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Presidente da Direção/ Conselho de Administração; Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega das Sete Casas

Foi Presidente da Direção entre 1855 e 1856, durante 1860 e em 1865 e Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1863 (eleito a 21 de agosto) e 1864.

Associado

Caetano de Bragança (1886-1950) n.º13533

Aristocrata

Associado n.º13533. Nasceu a 5 de Março de 1886 na freguesia de São Vicente de Fora da Cidade de Lisboa, sendo filho legítimo de D. Segismundo de Bragança de Sousa e Ligne de Portugal e Castro Álvares Pereira de Melo e de D.ª Maria de Jesus Soares, neto paterno de D. Pedro João de Portugal e Castro e de Dona Maria Carlota de Bragança e Ligne de Sousa Tavares Mascarenhas da Silva, 6.ª Marquesa de Arronches, e neta materna de Manuel Soares e de D.ª Francisca Carlota Loureiro. Por decreto de El-Rei D. Carlos de 26 de Agosto de 1904 foi-lhe concedido o título nobiliárquico de Dom.

Casou na freguesia da Encarnação a 10 de Maio de 1914 na Cidade de Lisboa com D.ª Maria José de Portugal de Queirós, viúva de D. Afonso de Portugal e Castro e filha legítima do general António de Abranches de Queirós e de Dona Maria Domingas Francisca Belchior de Rochas de Portugal e Castro. Deste casamento nasceram três filhos varões, de seus nomes D. António Segismundo, D. José Pedro e D. Caetano Maria.

Faleceu 6 de Setembro de 1950.

Associado

José Maria Sieuve de Meneses Lemos e Carvalho da Câmara Sá Coutinho, 3.º Conde de Sieuve de Meneses (1892-1938) n.º13650

Aristocrata

Associado n.º13650. Nasceu a 15 de Novembro de 1892 em Angra de Heroísmo no seio de uma família aristocracia insular. Foi filho de Raimundo Sieuve de Meneses, 2.º Conde de Sieuve de Meneses, e de D.ª Genoveva de Bettencourt de Vasconcelos e Lemos, neto paterno de José Maria Sieuve de Meneses, 1.º Conde de Sieuve de Meneses, e de D.ª Ana Raimunda Martins Pamplona e neto materno de Vital de Bettencourt de Vasconcelos e Lemos e de D.ª Maria Serafina do Carvalhal Noronha da Silveira.

Casou a 30 de Abril de 1912 em Angra do Heroísmo com D.ª Ana de Meneses da Cunha e Simas da Silveira Bettencourt, filha de João Inácio de Simas e Cunha, 1.º Barão de Guadalupe, e de D.ª Maria de Mendes Martins Pamplona Côrte-Real.

Foi autorizado ao uso do título de Conde de Sieuve de Meneses por El-Rei D. Manuel II no exílio.

Faleceu a 7 de Abril de 1938.

Associado

Tomás Maria de Noronha n.º14750

Aristocrata
Associado

Domingos Ferreira Deusdado

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1950 e 1952.

Associado

Domingos Pinheiro Borges

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1864 e 1869 e Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1874 e 1876.

Associado

Duarte José Fava

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção entre 1851 (eleito a 22 de fevereiro) e 1852.

Associado

Duarte José Fava (1805-1877)

Associado n.º140. Filho legítimo do general Duarte José Fava e de D.ª Maria Eduarda, neto paterno de José Marques Fava e de Teresa Luísa e neto materno de António Pinto Leitão de Ângela Xavier Rosa, nasceu a 22 de Março de 1805 e foi baptizado a 9 de Abril na Igreja de Nossa Senhora da Lapa da Cidade de Lisboa, sendo seu padrinho o avô paterno José Marques Fava e madrinha Nossa Senhora da Lapa.

Seguiu a carreira militar, tendo assentado praça a 17 de Novembro de 1821, na arma de Artilharia. Foi progressivamente promovido na hierarquia militar, tendo chegado ao posto de General de Brigada a 9 de Agosto de 1865. A 4 de Maio de 1822 recebeu a mercê de Fidalgo Cavaleiro da Casa Real.

Em 1841, tornou-se associado n.º140 do Montepio Geral – Associação Mutualista, vínculo associativo que se extinguiu com a sua morte, e que teve a duração de 35 anos e 8 meses. No Montepio Geral desempenhou diversos cargos nos Corpos Sociais, nomeadamente o de superintendente em 1842, de fiscal em 1844 e 1850, e de 1.º vice-secretário da Mesa da Assembleia Geral em 1849. Foi eleito presidente da direção do Montepio Geral, a 22 de Fevereiro de 1851, após a demissão de Jerónimo Emiliano de Abreu Metrass.

Casou a 5 de Maio de 1845 na Igreja de Nossa Senhora das Mercês da Cidade de Lisboa com D.ª Emília Moser, filha de Henrique Moser cônsul geral do Estado de Wurttenberg e de Gulhermina Hofacker natural do Reino de Nápoles. Foram testemunhas José de Freitas Teixeira Spínola de Castelo Branco e José Bento de Sousa Fava.

Faleceu a 16 de Maio de 1877. À sua morte foi legada uma pensão de 150$000 à viúva, D.ª Emília Moser (pensionista n.º 1337).

Associado

Eduardo Augusto Rodrigues Galhardo

Militar; Oficial do Exército; Campanhas de Pacificação e Ocupação em África (1880-1914)
Associado

Eduardo Castelo Branco

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal entre 1901 e 1902.

Associado

Eduardo da Silveira Machado de Sousa Monteiro

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1964 e 1965.

Associado

Eduardo José Coelho

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1901 e 1902.

Associado

Eduardo José de Azevedo

Estado Português da Índia
Associado

Egas Moniz Barreto

Estado Português da Índia
Associado

Emídio Júlio Navarro

Político; Partido Histórico (1852-1876) Político; Partido Progressista (1876-1910)
Associado

Ernesto Gonçalves Amaro

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1947.

Associado

Ernesto Pereira de Barahona Fragoso Tavares

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1973 e 1975.

Associado

F. Garcez Palha

Estado Português da Índia
Associado

Felizardo Pereira Silva

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal entre 1923 e 1924.

Associado

Fernando Augusto Barbosa da Cruz

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1977 e 1985.

Associado

Fernando de Aguiar de Andrade dos Santos e Silva

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1975.

Associado

Fernando Tamagnini de Abreu e Silva

Militar; Oficial do Exército; Corpo Expedicionário Português (CEP) (1917-1918)

Associado nº 4537. O general Fernando Tamagnini de Abreu e Silva nasceu no concelho de Tomar, a 13 de maio de 1856. Era filho de António Eleutério Dias da Silva, juiz da comarca de Alcácer do Sal e deputado das Cortes, e de Angélica Tamagnini Dias e Silva, descendente duma família nobre italiana.

Em 1873, ingressa no Regimento de Cavalaria nº2. Tendo um percurso militar ascendente: chega a General em 1915, num momento em que já tinha percorrido vários Regimentos de Cavalaria pelo país. Fortemente imbuído na disciplina de Cavalaria, envolver-se-á na redação do Serviço de Cavalaria em Campanha (1904), um manual para o ensino da Arma, e noutros cargos importantes relacionados com a mesma, em particular inspetor da Cavalaria Divisionária (1914) e Comandante interino da Brigada de Cavalaria (1915). Concomitantemente, realiza outras atividades como Guarda Municipal de Lisboa (1880-1886, 1893-1899 e 1908); dirige a Escola Regimental em Lisboa (1891-1893); integra a Escola de Repetição de 1913 e assume o Comando da 5º Divisão, com sede em Coimbra (1915). O seu desempenho foi distinguido com as condecorações de Cavaleiro e de Oficial da Real Ordem Militar de S. Bento de Avis (1908).

Segundo os estudiosos foram as suas qualidades de comando, disciplina, avaliação e imparcialidade política, que explicam a atribuição, pelo Ministro da Guerra Norton de Matos, do comando da Divisão de Instrução a estacionar em Tancos, a Fernando Tamagnini de Abreu e Silva, em 1916. Enquanto manteve o comando da 5º Divisão, supervisionou os preparativos militares no país, coordenou a concentração de tropas em Tancos e representou o Exército perante delegações estrangeiras, políticos e jornalistas.

Dado o seu desempenho neste papel, Tamagnini foi reconhecido e promovido com novas responsabilidades. O corolário desta trajetória seria a nomeação para assumir o comando das forças do CEP, em 1917. Embora logo no ano seguinte, fosse exonerado do cargo pelo Presidente Sidónio Pais, os historiadores apontam um conjunto de obstáculos que o militar teve de enfrentar no palco de guerra, nomeadamente uma certa inabilidade governamental e dificuldades na gestão com a aliança britânica.

Para além de ter ocupado cargos superiores como membro do Conselho de Promoções (1919–1921) e do Supremo Tribunal Militar (1921–1923), foi agraciado com diversas insígnias, incluindo a Legion d´honneur (1919) e a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (1920).

Aos 30 anos, casa-se com Maria Isabel de Oliveira Pinto da França, com 26 anos, a 8 de janeiro de 1887. Não tiveram filhos. Deixa no Montepio a pensionista nº 14216, a sua viúva.

Associado

Florêncio José da Silva

Presidente da Direção/ Conselho de Administração; Militar; Oficial do Exército; Exército do Rei D. Pedro (1829-1835)

Foi Presidente da Direção durante 1850.

Associado

Fortunato José Barreiros

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1845 e Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1848 e 1849.

Associado

Francisco António Namorado, 1.º Barão e 1.º Visconde de Santo Ambrósio (1826-1904)

Político; Partido Regenerador (1851-1910); Nobre
Associado

Francisco António Ramires

Fornecedor da Casa Real (1820-1910)
Associado

Francisco Antunes de Mendonça

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Presidente da Direção/ Conselho de Administração; Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1928 e 1936, Presidente da Direção durante 1935 e Presidente da Mesa da Assembleia Geral durante 1937 e entre 1940 e 1942.

Associado

Francisco da Costa Campos Júnior

Estado Português da Índia
Associado

Francisco da Fonseca Benevides (1835-1911)

Professor; Militar; Cientista

Associado nº1409. Francisco da Fonseca Benevides nasceu em Lisboa, a 28 de janeiro de 1835, e faleceu na mesma cidade a 19 de maio de 1911. Era filho do Dr. Inácio António da Fonseca Benevides (1788-1857), conhecido pelos seus trabalhos em Hidrologia Mineral, e irmão de António Albino da Fonseca Benevides (1816-1855), renomado médico da capital. Após ter concluído os estudos secundários, aos 16 anos, Francisco Benevides ingressa na Marinha como aspirante, vindo a concluir o curso da Escola Naval no ano de 1853. Pouco tempo depois, é convidado para exercer funções de docente em Física no Instituto Industrial de Lisboa.

Também exerceu funções de docente na Escola Naval, onde, foi substituto e, depois regente da cadeira de Mecânica e Artilharia até 1871. Em 1892, foi nomeado diretor do Instituto e Comercial de Lisboa. Neste âmbito, tem uma  vasta obra em ensino industrial e teve um papel importantíssimo no desenvolvimento tecnológico industrial. Por isso, obteve a graduação de capitão-tenente da armada, sendo agraciado com o grau de cavaleiro da ordem de Cristo, em 1862, e com o de comendador, em 1867, bem como de cavaleiro da ordem de S. Tiago, e de sócio correspondente da Academia Real das Ciências, desde 1866. 

Faleceu na mesma cidade a 19 de maio de 1911.

Francisco Benevides foi admitido como associado no Montepio a 1 de junho de 1863. Aquando do seu falecimento, habilitou Silvéria Salgueiro, herdeira legatária solteira com a pensão anual 200$00.

Associado

Francisco de Assis António De Oliveira de Sommer

Industrial

Associado nº5207. Francisco Sommer nasceu a 7 de junho de 1855, em Lisboa. O seu pai, oriundo de terras germânicas, estabeleceu-se em Lisboa com o nome de Henrique Francisco Luís de Sommer e se casado com Rita Marcolina Garcez de Oliveira. Juntamente com o seu irmão Henrique de Oliveira de Sommer era sócio da firma Sommer & Companhia, com estabelecimento de venda de ferro e aço na rua do Cais de Santarém. Francisco tinha ainda outro irmão, Luís de Sommer, proprietário, residente na Quinta da Cardiga desde 1898. À data do seu falecimento, Francisco de Sommer era administrador da fábrica cerâmica da Viúva Lamego.

Em 1878, Francisco casa-se com Carlota Palmira de Mendonça Sommer (1859-1902), natural de Lisboa. Carlota é filha legítima de Eduardo Antunes de Mendonça, natural da Vila de Álvaro, e de sua mulher Carlota de Jesus Conteiro de Mendonça. O casal teve cinco filhos: Eduardo Francisco de Mendonça Sommer; Ema Carlota De Mendonça de Sommer; Rita Carlota De Mendonça de Sommer; Berta Carlota De Mendonça de Sommer Francisco Alberto De Mendonça de Sommer.

Francisco Sommer foi admitido como associado no Montepio em 1888. Após a sua morte, habilitou, na qualidade de legatária solteira e maior, Maria da Conceição Dias, com uma pensão anual 440$00.

Associado

Francisco de Paula de Santiago

Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega Grande de Lisboa
Associado

Francisco Dias da Costa

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1905 e 1906.

Associado

Francisco dos Reis Stromp

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1911.

Associado

Francisco Eusébio Lourenço Leão (1864-1926)

Médico; Político

Associado nº5207. Francisco Eusébio Lourenço Leão nasceu a 2 de fevereiro de 1864, em Gavião. Em 1884, após a conclusão dos estudos primários, Eusébio Leão fixava-se em Lisboa, com a ajuda dos irmãos, António e Ramiro. Formou-se na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa em julho de 1890, tendo exercido nos anos seguintes a função de médico municipal na sua terra natal. No domínio da atividade profissional, dispôs de um consultório na Rua Garrett; trabalhou no Hospital de São José; participou em revistas e congressos internacionais e foi fundador na Liga Nacional contra a Tuberculose (criada em 1899).

De acordo com Gonçalo Guerra, foi durante a sua formação académica que aderiu ao republicanismo, participando ativamente em diversos manifestos estudantis e entidades, em particular presidiu a Caixa de Socorro aos Estudantes, durante os seis anos que esteve em Lisboa. Entrou para a Maçonaria em 1893.

Francisco Eusébio foi um dos fundadores do jornal A Pátria (29/1/1890) e no Gavião o semanário Norte do Alentejo (22/9 a 13/10/1892). Após o regicídio, retoma o engajamento político ativo, sendo eleito membro da Junta Diretora do Sul do Partido Republicano e em outubro de 1909 ascendeu a secretário do Diretório do PRP no Congresso de Setúbal. Apresentou-se como candidato a deputado do PRP pelo círculo de Portalegre em 1892, 1894 e 1908, mas sem chegar a ser eleito.

Vários autores sugerem o papel determinante que Eusébio Leão teve na implantação da República, já que, enquanto secretário do Diretório do Partido Republicano Português, ficara incumbido das funções de tesoureiro e chegou a recorrer ao cofre forte dos Armazéns do irmão Ramiro para salvaguarda dos recursos financeiros da Revolução. Além disso, empenhou-se na propaganda republicana através da organização de comícios, antes e após a eclosão da mesma; e o seu consultório foi por diversas vezes ponto de encontro para a preparação do movimento revolucionário. Pelo seu empenho e competência reconhecidos pelos seus pares, viria a ser o primeiro governador civil de Lisboa com a Implantação da República e depois Ministro Plenipotenciário em Roma de 1912 a 1926.

Francisco Eusébio Lourenço Leão era o associado do Montepio nº5942, entrou em 1890, com 26 anos. Faleceu em 1926 e, por isso, delegou pensão à sua viúva, Bianca Sparapani Leão (pensionista nº15239), com uma pensão anual de 240$00, bem como à sua filha Ana Publia Eusébio Leão (pensionista nº15240), natural de Roma, com 13 anos de idade e uma pensão anual de 120$00. Francisco Eusébio Leão habilita ainda a sua filha divorciada, Ester Eusébio Leão (pensionista nº15241), natural do Gavião e filha do casamento em primeiras núpcias de Francisco com Laura Virgínia Barros d’Azevedo Lopes.

Associado

Francisco Fernandes Castro

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1930.

Associado

Francisco Gonçalves Cavaleiro de Ferreira

Presidente da Direção/ Conselho de Administração; Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente da Direção durante 1963 e 1973 e foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1974.

Associado

Francisco Guedes da Silva

Militar; Oficial do Exército; Exército do Rei D. Pedro (1829-1835)
Associado

Francisco Higino Craveiro Lopes (1894-1964)

Político; Presidente da República
Associado

Francisco José de Araújo

Estado Português da Índia
Associado

Francisco José Pereira

Militar; Oficial do Exército; Exército do Rei D. Pedro (1829-1835)
Associado

Francisco Manuel Álvares Botelho

Associado n.º97. Nasceu na Cidade de Tavira em 22 de Janeiro de 1803, sendo filho de Francisco Álvares Botelho professor de gramática latina e de D.ª Maria Leocádia do Carmo, neto paterno de Manuel Álvares Cabelos e de D.ª Sebastiana Teresa de Jesus e neto materno de José Francisco Junqueira e de Josefa Joaquina. Foi batizado a 30 de Janeiro de 1803 na Igreja de Santa Maria da Cidade de Tavira, sendo seus padrinhos o P. Valentim Timóteo de Mendonça e Veiga e o P. Frei Bernardo da Assunção que tocou o batizado com a coroa de Nossa Senhora do Carmo.

Provinha de uma família da classe média abastada com ligações matrimoniais à nobreza titulada algarvia do Liberalismo.

Casou em primeiras núpcias a 13 de Outubro de 1838 na Ermida do Mitelo, freguesia de Nossa Senhora dos Anjos da Cidade de Lisboa, com D.ª Ana Vitória da Cunha Boto, filha legítima de Lourenço Xavier Ferreira Donas Boto e de sua mulher D.ª Maria Porfíria. Foram testemunhas Manuel Maria Donas Boto e Francisco José Correia.

Após a morte da sua primeira mulher, Álvares Botelho casou em segundas núpcias a 23 de Janeiro de 1868 na Igreja de São Nicolau da Cidade de Lisboa com D.ª Maria José Ferreira da Silva, solteira, natural e baptizada na freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Vila Nova de Portimão e filha legítima de Cristóvão José e D.ª Maria Camila, neta paterna de avós incógnitos e neta materna de Jacinto José Fogaça e de Ana de Jesus. Foram testemunhas José Quintino Dias, 1.º Barão de Monte Brasil, e o negociante João Xavier Marques.

Profissionalmente Francisco Manuel Álvares Botelho seguiu a carreira de professor primário no Colégio dos Nobres, tendo igualmente desempenhado funções na contadoria da Junta do Crédito Público. Foi neste universo sócio-profissional que Álvares Botelho começou a desenhar os primeiros planos que estariam na base da criação do futuro Montepio Geral. É com base no seu “Plano de Montepio Literário” que será convocada uma assembleia na Academia Real de Belas Artes, endereçando todos os empregados públicos, com o objetivo de nomear uma comissão que procedesse à redação dos Estatutos do Montepio. A total dedicação de Francisco Manuel Álvares Botelho neste projeto valeu-lhe o epíteto de fundador do Montepio Geral. Faleceu a 21 de Dezembro de 1875.

Francisco Manuel Álvares Botelho veio a falecer na sua casa de morada na Rua do Ouro em 1876. Após a sua morte habilitou-se à sua pensão no Montepio Geral a sua viúva D.ª Maria José Ferreira da Silva Botelho (pensionista n.º1200).

Associado

Francisco Maria da Cunha

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção entre 1871 (tomou posse a 4 de março) e 1872, entre 1883 e 1884 e entre 1895 e 1896. Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1885 e 1887, durante 1890, entre 1892 (eleito a 4 de março) e 1894 e entre 1897 e 1898.

Associado

Francisco Maria de Sousa e Castro

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1974.

Associado

Francisco Meireles Pinto

Militar; Oficial do Exército; Exército do Rei D. Pedro (1829-1835)
Associado

Francisco Xavier Correia Mendes

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção entre 1927 e 1928.

Associado

Francisco Xavier Manuel Quintela

Aristocrata
Associado

Frederico Adelar Teles

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1910.

Associado

Frederico Augusto Franco de Castro

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral durante 1892 (pediu escusa) e foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1894 e 1898.

Associado

Gaudêncio Luís da Silva Costa

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1974.

Associado

Gervásio Jorge Gonçalves Lobato

Escritor

Associado nº 4526. Gervásio Jorge Gonçalves Lobato nasceu em Lisboa a 23 de maio de 1850. O seu pai era oficial maior da Secretaria da Marinha, mas foi na escrita que desde cedo Gervásio Lobato se destacou.

Logo aos 15 anos havia fundado com alguns condiscípulos um jornal literário, A Voz Académica. Foi ainda segundo oficial da Secretaria de Estado dos Negócios do Reino e exerceu o cargo de professor de declamação na Escola Dramática do Conservatório de Lisboa. Colaborou com inúmeros jornais e cultivou um especial apreço pelo teatro de comédia, como dramaturgo. Da sua extensa obra, destaca-se Lisboa em Camisa (1890), considerado um clássico cómico da cidade, pautado pela sátira do mundo burguês de oitocentos. Gervásio Lobato foi ainda agraciado pelo Rei com o oficialato da Ordem de Santiago. Acabou por falecer, em 1890, na sua cidade de Lisboa. 

Entrou no Montepio em 1886, com o número de associado 4526. Aquando do seu falecimento, legou pensão à sua viúva e às suas três filhas. A sua viúva de nome Maria das Dores Pereira Eça de Albuquerque Lobato, tinha 31 anos de idade e uma pensão anual de 180$00 (nº de pensionista: 4221). Maria das Dores era natural da Póvoa de Varzim, sendo filha de Afonso Tavares de Albuquerque e Carlota Carolina Pereira d´Eça Albuquerque. As suas três filhas pensionistas foram: Sara, natural de Lisboa, nascida a 13 de agosto de 1879 (nº de pensionista: 4222); Maria das Dores, natural de Lisboa, nascida a 23 de abril de 1884 (nº de pensionista: 4223) e Maria da Piedade, também natural de Lisboa, nascida a 14 de junho de 1890 (nº de pensionista: 4224). Todas as suas filhas tiveram direito a uma pensão anual de 60$00.

Associado

Henrique Daniel Wenck

Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega Grande de Lisboa
Associado

Henrique Duarte Chateauneuf

Militar; Oficial do Exército; Exército do Rei D. Pedro (1829-1835)
Associado

Henrique Lopes de Mendonça

Associado

Henrique Pereira Taveira (1847-1933)

Comerciante

Associado nº 2599. Natural de Almacave (Lamego), Henrique Pereira Taveira recebeu do seu pai a primeira instrução, tanto literária como profissional, começando pelas línguas, contabilidade e escrituração. Estas valências ter-lhe-ão permitido a admissão ainda muito novo numa fábrica de curtumes, no Porto. Aos 14 anos, veio para Lisboa, onde se empregou no estabelecimento do seu conterrâneo Isidoro Guedes, Visconde de Valmôr. Na capital, completou a sua educação profissional, frequentando a Escola de Comércio. Após uma breve passagem pelo Porto, onde se empregou numa casa bancária, regressou à capital para ocupar o cargo de gerente na casa bancária de José Gonçalves Franco. Falecido o banqueiro, estabeleceu e dirigiu o Banco Taveira, Faco & Companhia (1872). É através do capital acumulado na instituição que consegue restruturar a Real Fábrica de Fiação de Tomar (1873), criando para o efeito uma companhia com o mesmo nome. Por esta altura, possuía já uma fábrica de fiação e tecidos de algodão na Rua do Benformoso n°65 a 73. Ao longo da década de 1880, a fábrica ter-se-á expandido dando origem a uma nova sociedade denominada “Companhia Fabril Lisbonense”, onde exerceu a função diretiva até à década de 20 do século seguinte. Após essa data, terá voltando à administração da sua primeira fábrica, da qual esteve afastado durante alguns anos.

Henrique Pereira Taveira destacou-se no ramo industrial da transformação do algodão, tendo dirigido as fábricas de Arroios, Alhandra, Vila Franca de Xira, Oeiras, Loures e ainda a cerâmica de Pombal. Foi também um dos fundadores da Sociedade de Geografia e da Sociedade de Propaganda de Portugal e da Associação Industrial Portuguesa, sendo seu presidente honorário.

Representou por diversas vezes e em vários congressos a indústria algodoeira, nomeadamente em 1931 foi a Paris, como delegado de Portugal ao Congresso ali reunido por ocasião da Exposição Colonial. Em virtude do seu trabalho e dedicação, o governo francês concedera-lhe uma alta distinção nomeando-o cavaleiro da Legião de Honra. 

Em 1873, contraiu matrimónio com Júlia Cândida Ceva de Mendonça, natural do Rio de Janeiro e filha do Comendador Bernardo Augusto Vieira de Mendonça e de Júlia Corina Ceva de Mendonça, igualmente naturais do Rio de Janeiro.  

À data da sua morte era pai do coronel Artur Filipe da Costa e das senhoras Beatriz de Mendonça Taveira; Corina de Mendonça Taveira Soares (viúva); Maria Rosa de Mendonça Taveira de Castro Lemos, esposa de Miguel de Castro Lemos, comerciante no Porto; e Fausta Mendonça Taveira Sequeira de Castro, casada com João Sequeira de Castro, primeiro tenente-engenheiro maquinista. Henrique Pereira Taveira foi admitido como associado do Montepio em 1875, adquirindo o número de associado 2599. Deixou duas pensionistas o nº18340 e 18341.

Associado

Hermenegildo Augusto de Faria Blanc, 1.º Visconde de Camarate (1809-1882)

Nobre
Associado

Hermenegildo Carlos de Brito Capêlo

Militar; Oficial do Exército; Campanhas de Pacificação e Ocupação em África (1880-1914)
Associado

Ilídio Bordalo Soares

Presidente da Mesa da Assembleia Geral


Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral durante 1966.

Associado

Inácio Júlio de Sampaio de Pina Freire, 2º Visconde de Lançada (1831-1910)

Nobre

Inácio Júlio de Sampaio de Pina Freire, 2.º Visconde de Lançada (1831-1910). Associado n.º727. Nasceu a 13 de Agosto de 1831 na Cidade de Lisboa, sendo filho legítimo de Manuel Inácio de Sampaio e Pina Freire, 1.º Visconde de Lançada, e de D.ª Helena Teixeira Homem de Brederode, neto paterno de Inácio José de Sampaio e Pina Freire de Andrade e de D.ª Angélica Inácia Pereira de Aguirre e neto materno de António Xavier de Morais Pinto Teixeira Homem e de D.ª Mariana José de Andrade Brederode. Foi batizado a 8 de Setembro na casa de residência do conselheiro Manuel Inácio de Sampaio e Pina na rua Direita das Janelas Verdes, sendo seu padrinho o avó paterno Inácio José de Sampaio Freire de Andrade, que se fez representar por seu procurador Martim Teixeira Homem de Brederode, e sua madrinha D.ª Juliana Teixeira Homem de Brederode.

Assentou praça a 8 de Agosto de 1845 como aspirante de 3.ª classe na Armada, sendo progressivamente promovido até ascender ao oficialato a 14 de Agosto de 1873 como capitão-tenente. Passou à reforma no posto de contra-almirante a 31 de Maio de 1889.

Em 1857, tornou-se associado n.º727 do Montepio Geral – Associação Mutualista.

Em 29 de Novembro de 1860, recebeu carta régia do título de Visconde de Lançada, em verificação de vida. Recebeu as insígnias da Ordem de Cristo por carta régia de 24 de Dezembro de 1860, e promovido a comendador em 7 de Outubro de 1863. Mais tarde, em 7 de Março de 1872, recebeu a insígnia de cavaleiro da Ordem de Avis.

Faleceu a 5 de Abril de 1910. Não tendo casado nem gerado descendência, habilitou-se à sua pensão no Montepio Geral a legatária por si nomeada D.ª Maria Helena Pinto C. de Magalhães (pensionista n.º 8444).

Associado

Inácio Virgolino Pereira de Sousa (1789-1863)

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Associado n.º27. Filho de Inácio Joaquim Pereira de Sousa e de D.ª Teresa Cândida Maria de Queirós, nasceu a 9 de Janeiro de 1789 na Cidade de Lisboa e foi batizado a 24 de Janeiro na Igreja de Nossa Senhora das Mercês, sendo seu padrinho o Beneficiado Francisco José Egínio Franco Bravo.

Assentou praça como marinheiro em 1804 na Esquadra do Brasil, por requerimento apresentado pelo seu pai Inácio Joaquim Pereira de Sousa, comissário geral da mesma esquadra,  ao capitão de mar e guerra José Maria de Almeida. Em Junho de 1811, passou a servir como comissário do exército, debaixo das ordens do bacharel Sebastião José de Carvalho. 8 de Outubro de 1806 a Real Junta da Fazenda da Marinha nomeou Pereira de Sousa para o cargo de escriturário supranumerário da repartição do armazém da Brigada da Marinha. A partir de Maio de 1816 serviu na Contadoria Geral do Comissário do Exército, “sendo encarregado pelo Contador de diferentes trabalhos principais da mesma Contadoria, como a organização das contas da antiga Intendência de Viveres”.

Casou a 13 de Fevereiro de 1819 no oratório das casas de residência de Gonçalo de Lagos dos Reis com D.ª Mariana Adelaide Pereira da Silva, batizada na freguesia de São Julião e filha de António Pereira da Silva e de D.ª Gertrudes Joaquina de Almeida. Foram testemunhas Gonçalo de Lagos dos Reis casado e negociante morador na freguesia de Santa Maria Madalena da Cidade de Lisboa, e Inácio Joaquim Pereira de Sousa, pai da contraente.

Anos mais tarde, em 1824, apresentou um requerimento onde dizia que desejava empregar-se na Secretaria de Estado dos Negócios da Guerra.

No reinado de El-Rei D. Miguel I teve movido contra si um processo-crime após ter sido “preso no largo do Loreto por ser um exaltado inimigo de D. Miguel e fazer parte de uma loja maçónica.” Por falta de provas, acabou por ser solto por Acórdão de 24 Janeiro de 1832.

Por Portaria de 16 de Outubro de 1834, Inácio Virgolino Pereira de Sousa foi nomeado Chefe de Repartição da Contadoria do Tribunal do Tesouro Público. Por Portaria Régia de D. Maria II, datada de 2 de Dezembro de 1836, foi agraciado com o grau de cavaleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

Foi Presidente da Direção entre 1840 e 1842.Faleceu em Novembro de 1863, habilitando-se à sua pensão sua viúva (pensionista n.º340).

Associado

Ivo Jorge de Almeida dos Santos Pinho

Foi Presidente do Conselho Fiscal entre 2019 e 2022.

Associado

Jacinto José Maria do Couto

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1868 (depois de 28 de setembro).

Associado

Jacinto Nunes Correia (1830-1905)

Fornecedor da Casa Real (1820-1910)
Associado

Jaime César Farinha

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1920 e entre 1925 e 1926.

Associado

Jerónimo Emiliano de Abreu Metrass

Presidente da Direção/ Conselho de Administração; Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega Grande de Lisboa

Associado n.º91. Nasceu a 20 de Julho de 1792 na Cidade de Lisboa, sendo filho de Francisco Metrass natural e batizado na freguesia de Santa Maria della Catena da Cidade de Nápoles e de Lúcia Januária de Abreu natural e batizada na freguesia de Nossa Senhora da Ajuda. Foi batizado a 8 de Agosto de 1792 na Igreja de Nossa Senhora do Loreto da Cidade de Lisboa, sendo seu padrinho Domingos de Abreu e madrinha Nossa Senhora do Loreto.

Casou em 1 de Dezembro de 1821 na Igreja de Santa Catarina da Cidade de Lisboa com D.ª Maria Isabel Champlon, filha legítima de Pedro Champlon e de Rosaria Vitória. Foram testemunhas Daniel Cordeiro e Araújo Feio morador na rua do Crucifixo e o P. António José de Almeida de Freitas. Deste matrimónio nasceram seis filhos, entre os quias o célebre pintor do romantismo Francisco Augusto Metrass.

Em 24 de Julho de 1834 recebeu carta de mercê do cargo de verificador da Alfândega Grande de Lisboa.

Foi proprietário da casa e quinta da Palmeira, sita na Estrada do Arco do Cego na Cidade de Lisboa, e da Quinta de Santo António.

Em 1840, tornou-se associado n.º 91 do Montepio Geral – Associação Mutualista. Anos mas tarde, acabaria por ser eleito presidente da direção do Montepio Geral em 1851, porém acabaria por se demitir, tendo sido sucedido por Duarte José Fava em 22 de Fevereiro.

Faleceu em 4 de Setembro de 1877, com testamento, vítima de uma apoplexia fulminante. O seu corpo foi sepultado em jazigo no cemitério ocidental. No seu testamento fica patente uma postura de investimento em inscrições da Junta de Crédito de Público que legou a vários herdeiros. Com a sua morte habilitou-se à sua pensão no Montepio Geral a sua filha viúva (pensionista n.º1387).

Associado

João António de Brissac das Neves Ferreira

Presidente da Direção/ Conselho de Administração Militar; Oficial do Exército; Campanhas de Pacificação e Ocupação em África (1880-1914)

Foi Presidente da Direção durante 1899 e 1900.

Associado

João Augusto da Mota e Sousa

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral durante 1921.

Associado

João Baptista Ferreira

Militar; Oficial do Exército; Campanhas de Pacificação e Ocupação em África (1880-1914)
Associado

João Camilo Júnior

Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega das Sete Casas
Associado

João Cesário de Lacerda

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1879.

Associado

João Craveiro Lopes de Oliveira

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1926 e 1927 e durante 1930. Foi Presidente da Direção durante 1915 em substituição do presidente eleito por este estar a exercer funções no Governo.

Associado

João de Matos Cid

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1931.

Associado

João do Canto e Castro Silva Antunes (1862-1934)

Político; Presidente da República

Associado nº5807. João do Canto e Castro da Silva Antunes nasceu a 19 de maio de 1862, em Lisboa. Era filho de José Ricardo da Costa Silva Antunes, militar, e de Maria da Conceição do Canto e Castro Mascarenhas Valdez, ambos naturais de Lisboa. Fez os seus estudos secundários no Colégio Luso-Britânico, tendo ingressado posteriormente na Escola Naval. 

Como militar, desempenhou uma larga folha de serviços na administração colonial (Governador de Lourenço Marques e Moçâmedes, na década de 90 do século XIX). Em 1915, dirigiu a Escola Prática de Artilharia Naval.

A sua carreira política inicia-se em 1908, quando aceitou ser deputado à Câmara eleita depois do Regicídio. Em outubro de 1918, o contra-almirante Canto e Castro aceitou a insistência de Sidónio Pais para integrar o Governo, como secretário de Estado da Marinha. 

De acordo com João B. Serra, as suas convicções monárquicas levaram Sidónio a considerá-lo, num evidente período de aproximação à direita e ultradireita, como uma alternativa à liderança da marinha. Ocupou funções pouco mais de dois meses. A morte de Sidónio e, por conseguinte, a vacatura da Presidência leva a um período de “puro arbítrio constitucional”, em que ora se defendia a reposição das normas da Constituição de 1911, ora as alterações que Sidónio decretara. A eleição ficar-se-ia pela primeira opção, o que leva a eleição de Canto e Castro para a Presidência (16 de dezembro de 1918), em detrimento da retoma de funções presidenciais por Bernardino Machado.

A sua presidência é marcada por tentativas de restauração da monarquia, a qual a Monarquia do Norte é a mais sonante – a monarquia vigorou em quase todo o norte do país de 19 de janeiro a 13 de fevereiro de 1919. Mas também por revoltas republicanas em Lisboa, Covilhã e Santarém (10 de janeiro de 1919). Nesta última cidade, a desmobilização dos chefes militares e civis, que iam do Partido Democrático ao Partido Socialista, dos evolucionistas aos sidonistas críticos, só foi alcançada a 15 de janeiro de 1919. Além disso, o movimento operário recrudesce aliando-se novamente com o republicanismo num bloco anti restauracionista.

O equilíbrio era ainda mais difícil de realizar nas relações com o Parlamento, que se mantinha sidonista e permanecia constitucionalmente indissolúvel. Após vários governos falharem, as eleições de 11 de maio ditam a eleição do Partido Democrático, levando a que Canto e Castro considera-se que era o momento de resignar, a 2 de junho. Os parlamentares terão lhe pedido que reconsiderasse. Assim foi, até à introdução do princípio de dissolução introduzido na Constituição no fim de agosto de 1919. O Congresso votou as listas presidenciais, sendo eleito António José de Almeida. A 5 de outubro de 1919, Canto e Castro retirava-se definitivamente.

Ainda chegou a ser elevado ao posto de Almirante pelo Parlamento. Faleceu em 1934. Em 1890, foi admitido como associado no Montepio, com o número 5807. Casou-se com Mariana de Santo António Moreira Freire Correa Manuel Torres de Aboim do Canto e Castro (1866-1946), em 18 de julho de 1891, de quem teve três filhos: Maria da Conceição do Canto e Castro (1892-1963), que casou com Afonso Nobre Veiga, José do Canto e Castro (1894-1952) e Josefina Manuel de Aboim do Canto e Castro (1896-?), que casou com José Viana de Lemos da Costa Salema. Aquando do seu falecimento, já os seus filhos eram maiores ou encontravam-se casados. Por esse motivo, viria a ser pensionista apenas a sua viúva, aos 67 anos de idade.

Associado

João Faria Lapa

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1959.

Associado

João Ferreira Lapa

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1871 (cessou funções a 25 de fevereiro).

Associado

João Ferreira Prego da Silva

Estado Português da Índia
Associado

João Francisco Araújo

Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega das Sete Casas
Associado

João Inácio Ferreira Lapa

Par do Reino
Associado

João Joaquim de Matos

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1879 e 1888 (eleito a 12 de maio).

Associado

João Joaquim de Oliveira Nogar

Estado Português da Índia
Associado

João José de Alcântara, 1.º Visconde e 1.º Conde de Alcântara (1827-1895)

Político; Partido Regenerador (1851-1910); Nobre

Associado n.º621 Nasceu a 6 de Março de 1827 na Cidade de Elvas, sendo filho do tenente José Maria de Alcântara e de D.ª Felicidade Perpétua da Silveira de Abreu, neto paterno do coronel Joaquim José de Almeida e de D.ª Luísa Joaquina Golaio e neto materno de Joaquim José e de Maria Rita. Foi batizado a 21 de Março de 1827 na Igreja do Salvador da Cidade de Elvas, sendo seu padrinho o capitão João José de Santa Clara e madrinha D.ª Mariana do Carmo.

Casou em primeiras núpcias a 1 de Maio de 1848 na Sé de Elvas com D.ª Adelaide Teolinda da Conceição de Sousa Calado, solteira, natural e batizada na freguesia de São Tiago e São Martinho da Cidade de Lisboa e filha legítima de José Joaquim de Sousa Calado e de D.ª Mariana Vicência do Carmo. Foram testemunhas o capitão João Gomes e o capitão Manuel da Silva Freire, ambos do regimento de infantaria n.º4. Deste matrimónio nasceram dois filhos, Aristides (1851-1851) e D.ª Felicidade Perpétua de Alcântara.

Casou em segundas núpcias a 3 de Maio de 1859 na Sé de Elvas com D.ª Júlia Rosa da Cunha, solteira, natural e batizada na freguesia de Santa Engrácia da Cidade de Lisboa e filha legítima do general Francisco Jacques da Cunha e de D.ª Maria Cândida. Foram testemunhas Joaquim José de Alcântara e Francisco Maria da Cunha. Não houve descendência deste matrimónio.

Seguiu a carreira das armas, tendo assentado praça a 16 de Agosto de 1843 no regimento de infantaria n.º4, corpo do exército que sempre revelou um forte pendor político pró-cartista. Em 1846, no posto de aspirante, deu mostras do seu zelo e distinto comportamento no quadro da Guerra da Patuleia, em particular na pacificação da Praça de Elvas e batalha de Torres Vedras. Estas ações valer-lhe-iam a mercê do grau de cavaleiro da Ordem da Torre e Espada por decreto de 30 de Setembro de 1853. Com o fim da guerra, Alcântara foi promovido a alferes e recebeu a insígnia da Ordem de Cristo.

Nos anos seguintes, regressou a Elvas ao serviço do regimento de infantaria n.º4, ocupando-se nos tempos livres do estudo da legislação militar portuguesa, do qual resultou a publicação de quatro obras: Legislação militar d’execução permanente até 31 de dezembro de 1860; Legislação militar d’execução permanente do anno de 1861; Legislação militar d’execução permanente no anno de 1862; Legislação militar d’execução permanente no anno de 1863. A publicação destes volumes valeu-lhe a mercê do grau de cavaleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e a medalha militar de ouro.

Foi eleito deputado pelo círculo de Elvas para as legislaturas de 1865, 1865-1868, 1870-1871 e 1871-1874, tendo integrado diversas comissões.

Envolveu-se na vida local da sua cidade natal, tendo em Dezembro de 1888 assumido a presidência da Sociedade Cooperativa dos Oficiais da Praça de Elvas. Em boa medida, o Visconde de Alcântara integrou uma elite socioeconómica nascida da Monarquia Constitucional, que se constituía pelos principais proprietários elvenses, sendo que dentro desta elite o Visconde de Alcântara era o único militar e político que se encontrava entre os dez maiores contribuintes do concelho.

Faleceu a 29 de Novembro de 1894. A sua pensão no Montepio Geral foi legada a D.ª Gracinda Augusta da Cunha (pensionista n.º4123).

Associado

João José de Melo

Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega Grande de Lisboa
Associado

João José Sinel de Cordes

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1917 e entre 1921 e 1922.

Associado

João Martins de Carvalho

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção entre 1906 e 1907 e Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1909 e 1910, entre 1917 e 1918 e 1924 e 1925.

Associado

João Martins de Carvalho

Associado

João Norberto Silva Almeida

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente do Conselho de Administração entre 1977 e 1984.

Associado

João Ortigão Peres

Militar; Oficial do Exército; Corpo Expedicionário Português (CEP) (1917-1918) Senador I República

Associado nº6520. Nasceu em Alcantarilha (Silves) em 13 de março de 1872, filho de João Gomes Domingues Peres e Mariana Rita de Macedo Ortigão Peres. Oficial do Exército (Infantaria e Estado Maior), ascendeu a alferes (1891), tenente (1896), capitão (1902), major (1912), tenente-coronel (1915) e coronel (1917). A sua vida militar fê-lo percorria os territórios ultramarinos portugueses e, a partir de 1908, exerceu funções de docente na Escola do Exército. Foi ainda eleito senador pelo círculo de Faro em 1915. Durante a I Grande Guerra exerceu as funções de adido militar em Paris (1917-1918). Faleceu nesta cidade a 15 de março de 1919.

Entrou no Montepio com 21 anos, em 1893. Deixou como pensionistas o nº 11374, 11375 e 11376, que eram: a viúva, Maria Paul Ramalho d´Abreu Ortigão Peres, com 49 anos de idade; a filha Teresa, com 16 anos de idade e a filha mais nova, Maria, com 15 anos de idade. Todas elas residentes em Faro.

Associado

João Pedro Groot da Silva Pombo

Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega Grande de Lisboa
Associado

João Pedro Tavares Trigueiros (1831-1902)

Engenheiro

Associado nº 1466. João Pedro Tavares Trigueiros nasceu a 5 de outubro de 1831, em Oliveira do Hospital. Com quatorze anos de idade incompletos assentou praça, tendo chegado a general de divisão em 1895. Ao longo de um quarto de século dirigiu os caminhos de ferro do sul e sueste. Foi conselheiro; inspetor geral do corpo de engenheiros de obras públicas; antigo vogal do conselho superior de obras públicas e minas. Em vida, recebeu diversas condecorações e homenagens fruto da sua dedicação, em particular a grã-cruz de ordem de Aviz com o grau de oficial, a comenda e o grau de cavaleiro da mesma ordem e a medalha de ouro de comportamento exemplar. Notabilizou-se pelo seu trabalho na construção e planeamento da Linha do Sul, em especial no troço entre Faro e Olhão.

À época da sua morte, a Gazeta dos Caminhos de Ferro, periódico cuja sua colaboração também se destaca, homenageou-o enlutando uma tarja negra numa das suas páginas. Em 1902, o jornal alude: “Perdeu a engenharia portuguesa um dos seus ornamentos; os caminhos de ferro do Estado, um dos seus mais competentes administradores; a pátria, um cidadão benemérito”.  

Foi admitido como associado no ano de 1864, obtendo o número 1466. À data da sua morte, deixou a pensionista número 5782, a viúva, Maria A. Q. dos Reis T. Trigueiros com uma pensão de 350$000. 

Associado

João Rebelo da Costa Cabral (1805-1881)

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Associado n.º59. Nasceu a 11 de Maio de 1805 na vila de Fornos de Algodres e foi baptizado a 23 de Maio na freguesia de São Miguel de Fornos de Algodres, sendo seu padrinho Pedro Luís da Costa. Era filho legítimo do conselheiro António Bernardo da Silva Cabral natural da vila de Celorico e de D.ª Francisca Vitória Rebelo da Costa Côrte-Real natural da vila de Algodres, neto paterno de António Bernardo da Silva Cabral e de D.ª Maria Rita de Albuquerque e neto materno de Pedro Luís da Costa Bernardes de Carvalho e de D.ª Maria da Apresentação da Costa Rebelo.

Provinha de uma família da Beira Alta que no século XIX ficou estreitamente ligada ao Liberalismo e, sobretudo, à ala mais conservadora deste, o Cartismo. Os irmãos Cabral – António Costa Cabral, 1.º Marquês de Tomar e Presidente do Conselho de Ministros; José Bernardo da Silva Cabral, 1.º Conde de Cabral; e João Rebelo da Costa Cabral – foram figuras proeminentes da sociedade e política do Portugal de Oitocentos resultante do fim do Antigo Regime.

À semelhança dos seus irmãos, João Rebelo da Costa Cabral prosseguiu os estudos superiores na Universidade de Coimbra, matriculando-se na faculdade de Direito a 8 de Novembro de 1819, concluindo os estudos em 12 de Junho de 1824.

Em 22 de Fevereiro de 1834, o Duque de Bragança, regente de Portugal, confere-lhe a mercê do grau de cavaleiro da Ordem da Torre e Espada, por ter sido João Rebelo da Costa Cabral um dos organizadores da Legião Patriota do Alentejo e chefe do expediente da mesma, a qual havia tomado a Praça de Marvão em nome de D. Maria II. Para o efeito, coube a João Rebelo da Costa Cabral o delineamento estratégico dos planos de tomada de Marvão, tendo “entrado e tomando mui activa parte na escalada, e surpreza, della”. Mais tarde, em 8 de Abril de 1840, foi agraciado com a comenda da Ordem de Cristo pelos “[…] graves padecimentos que sofreu na epocha da usurpação da Coroa […]”.

Após a Guerra Civil dedicou-se à magistratura, tendo recebido carta de mercê do lugar de juiz de direito do julgado de Évora em 24 de Novembro de 1835.

Casou a 17 de Outubro de 1835 no oratório da casa de residência do conselheiro Joaquim António de Magalhães na rua dos Anjos n.º3 com D.ª Maria Isabel Couto Magalhães, baptizada na freguesia de São Cristóvão da Cidade de Coimbra e filha legítima do conselheiro Joaquim António de Magalhães de D.ª Joana do Couto Magalhães. Foram testemunhas o Ministro da Fazenda, José da Silva Carvalho, e Joaquim António de Aguiar.

Em 1840, João Rebelo da Costa Cabral foi um dos sócios fundadores do Montepio Geral. Aqui desempenhou funções como Presidente da Mesa da Assembleia Geral, entre 1843 e 1845, num período coincidente com o governo cabralista chefiado pelo seu irmão António Bernardo. Não é por isso de estranhar que o Montepio Geral, por intermédio de João Rebelo, tenha conseguido a cedência gratuita de uma casa na rua do Ouro, onde ficou instalada a sede entre 1845 e 1865.

Foi eleito deputado em diversas legislaturas, nomeadamente pelo círculo da Guarda para a de 1840-1842, por Viseu para a de 1842-1845, pela Estremadura para as de 1846 e de 1848-1851, novamente pela Guarda para a de 1857-1858, por fim, por Seia para a de 1860-1861. A sua carreira parlamentar ficou marcada num primeiro momento por um apoio veemente às políticas do seu irmão António da Costa Cabral e, após a queda deste, por um apoio gradual ao Partido Progressista.

Em 14 de Julho de 1842, a Rainha D. Maria II faz-lhe a mercês do título do seu Conselho, em atenção “ao merecimento, integridade e letras” bem como “aos serviços militares e civis que tem prestado à Nação”.  Na mesma década, por alvará de 8 de Abril de 1845, recebeu o foro de Fidalgo Cavaleiro com 16000$000 reis de moradia por mês e um alqueire de cevada por mês.

A revolução da Maria da Fonte em 1846 levou à demissão de António Bernardo da Costa Cabral da presidência do governo e, consequentemente, ao ostracismo social e político da família Cabral. Se por um lado António Bernardo da Costa Cabral e José Bernardo da Costa Cabral se viram forçados ao exílio, por lado a restante família permaneceu em Portugal, nomeadamente João Rebelo da Costa Cabral experienciando momentos de incerteza e de insatisfação popular.

Em 14 de Abril de 1851, recebe carta de mercê do lugar de juiz da relação de Lisboa. Mais tarde, em 16 de Março de 1867, El-Rei D. Luís I confere-lhe o grau de comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa em atenção aos serviços prestados como juiz da relação de Lisboa e como presidente da Câmara dos Deputados da Nação Portuguesa.

Faleceu a 4 de Outubro de 1881 na rua do Monte n.º52 na freguesia de Santa Catarina da Cidade de Lisboa, com testamento e sem filhos. O seu corpo foi sepultado no Cemitério Ocidental. Viúva D.ª Maria Isabel Couto Magalhães habilitou-se à sua pensão no Montepio Geral (pensionista n.º1898).

Associado

João Serra Moura

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal entre 1980 e 1982.

Associado

João Torcato Galvão Magalhães

Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega das Sete Casas
Associado

João Vasco Ferreira Leão

Político; Partido Regenerador (1851-1910)
Associado

Joaquim António de Santana

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção entre 1903 (eleito a 27 de fevereiro) e 1904.

Associado

Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque

Militar; Oficial do Exército; Campanhas de Pacificação e Ocupação em África (1880-1914)
Associado

Joaquim Guilherme da Costa Caldas

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1904.

Associado

Joaquim Francisco de Azevedo

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1857.

Associado

Joaquim Franco da Silva Matos

Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega Grande de Lisboa
Associado

Joaquim José de Araújo

Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega das Sete Casas
Associado

Joaquim José Machado

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral durante 1914.

Associado

Joaquim Pereira Xavier de Sousa

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção entre 1866 e 1867.

Associado

Joaquim Pires de Sousa

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral durante 1899.

Associado

Joaquim Soares Vasconcelos

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1975.

Associado

Joaquim Sousa Gomes

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal entre 1896 e 1897e Presidente da Mesa da Assembleia Geral durante 1899.

Associado

Joaquim Teófilo Fernandes Braga (1843-1924)

Político; Presidente da República

Associado nº 5745. Joaquim Teófilo Fernandes Braga nasceu a 24 de fevereiro de 1843, em Ponta Delgada (ilha de S. Miguel, Açores). Era filho de Joaquim Manuel Fernandes Braga e de Maria José da Câmara Albuquerque, que faleceu quando Teófilo tinha apenas três anos.

Em 1859 concluiu o curso geral dos liceus no Liceu de Ponta Delgada, onde o seu pai era professor de matemática e Filosofia. Aos 18 anos, decidiu deixar os Açores e mudar-se para Coimbra onde se inscreveu no curso de Direito que frequentou entre 1862 e 1867. Prosseguiu os estudos em Coimbra, concluindo o doutoramento em Direito em julho de 1868, com uma tese dedicada aos forais. 

No ano em que concluiu o doutoramento, casou com Maria do Carmo Xavier de Barros Leite, de quem teve três filhos: Joaquim, que morreu prematuramente, em 1869; Maria da Graça, nascida em 1871, que viria a falecer com 16 anos, e Teófilo, nascido em 1874.

Em maio de 1872 conseguiu, por concurso, a regência da cadeira de Literaturas Modernas do Curso Superior de Letras de Lisboa, cargo que ocupou até ao final da vida.

A par da sua atividade profissional, escreveu avidamente artigos para jornais e publicou diversos livros, entre os quais a História da Literatura Portuguesa será o mais emblemático. Foi um dos principais representantes do positivismo em Portugal. Nas palavras de Rui Ramos, para Teófilo o positivismo tornou-se numa “profissão de fé”. Foi ainda sócio efetivo da Academia das Ciências de Lisboa.

O seu engajamento político desencadeou-se logo nos primeiros anos universitários, com a adesão ao movimento de contestação estudantil de Coimbra. Juntamente com Antero de Quental foi uma das principais figuras da “escola coimbrã” e das “Conferências Democráticas do Casino” que lhe sucederam. Com Ramalho Ortigão, Teófilo Braga organizou e coordenou ativamente as comemorações do tricentenário da morte de Camões, que decorrem um pouco por todo o país, culminando em Lisboa com um grande cortejo cívico (1880).

A sua adesão ao republicanismo foi tida como um processo natural do seu pensamento doutrinário sociológico e político, sendo um dos autores do Programa do Partido Republicano Português (11-1-1891). Nessa senda, tornou-se dirigente do Partido e foi candidato a deputado republicano em 1878, 1880, 1881 e 1884 e vereador da Câmara Municipal de Lisboa entre 1887 e 1890.

Na sequência da implantação da República, a 5 de outubro de 1910, foi convidado a presidir ao governo provisório (de 5 de outubro de 1910 a 9 de setembro de 1911), cuja ação foi marcada pela consolidação do novo regime; manutenção da ordem pública interna e o reconhecimento por parte das potências estrangeiras. Note-se que foi ainda durante a sua governação que foram adotados os novos símbolos nacionais e aprovada a primeira constituição republicana.

Em 1911 foi eleito deputado à Assembleia Nacional Constituinte, pelo círculo de Lisboa. Na sequência da renúncia de Manuel de Arriaga, a 29 de maio de 1915, Teófilo Braga foi eleito pelo Congresso, nesse mesmo dia, para completar o tempo restante do mandato (quatro meses). Em termos estilístico-comportamentais, a Presidência de Teófilo foi marcada pela prudência, chegando mesmo a ser silenciosa. Tal como considera Rui Ramos, entendia que “o poder soberano da Nação reside essencialmente no Congresso, de que o presidente é senão um mandatário”. Por esse motivo, considerava que o Presidente não tinha o direito de discursar no Parlamento, e muito menos de se dirigir aos Portugueses.

Após a Presidência da República, Teófilo Braga, manteve-se no Diretório do Partido Democrático até 1917, seguindo-se um afastamento da vida política ativa.

A sua vida pessoal espelhou-se no Montepio. A ausência dos dois filhos – vítimas precoces da tuberculose -, e, especialmente a viuvez em 1911, terá levado a que Teófilo Braga, associado do Montepio Geral desde o dia 3 de fevereiro do ano de 1890, ceda os seus direitos em 1912. Isto significa que o associado se retirava da associação levantando as somas da joia e contribuição com que tivesse entrado, sendo necessário cumprir com certas circunstâncias. Sem esposa, nem filhos menores Teófilo não terá visto vantagem em continuar a sua vida associativa.

Morre a 28 de janeiro de 1924, na sua casa, em Lisboa, após um longo período de dedicação à causa republicana, escrita e funções como docente.

Associado

Jorge Augusto de Melo Homem

Estado Português da Índia
Associado

Jorge Avilez Juzarte de Sousa Tavares de Aguilar e Meneses

Aristocrata
Associado

Jorge Guedes Gavicho

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1919 (pediu escusa).

Associado

José António Pereira de Eça

Militar; Oficial do Exército; Exército do Rei D. Pedro (1829-1835)
Associado

José Augusto Alves Roçadas

Militar; Oficial do Exército; Campanhas de Pacificação e Ocupação em África (1880-1914)
Associado

José Augusto Correia de Barros

Senador I República
Associado

José Bernardino de Sousa Carvalho

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1954 e 1956.

Associado

José Bressane de Leite Perry, 1.º Visconde de Leite Perry (1862-1929)

Nobre
Associado

José Celestino Soares

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal entre 1913 e 1914.

Associado

José Cesário da Silva

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal entre 1903 e 1904.

Associado

José Cortez Liberato

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal entre 1992 e 2003.

Associado

José Coutinho de Gouveia

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1933.

Associado

José Craveiro Lopes

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1934.

Associado

José da Silva Lopes

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente do Conselho de Administração entre 2004 e 2008.

Associado

José de Freitas Teixeira Spínola de Castelo Branco (1801-1889)

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Associado n.º144. Nasceu 7 de Janeiro de 1801 na vila de Valezim, sendo filho legítimo de Maurício José de Castelo Branco e de D.ª Maria Dionísia de Freitas Mendonça, neto paterno do Dr. José Fernando da Costa Manuel e de D.ª Maria Josefa Mendes Castelo Branco e neto materno do capitão Francisco de Abreu Freitas e D.ª Ana Joaquina de Freitas. Foi baptizado a 17 de Janeiro do mesmo ano na Igreja de Nossa Senhora do Rosário da dita vila. Foram padrinhos o avô do baptizado, o Doutor João Fernando da Costa Manuel, e madrinha D.ª Joana Reimão de Freitas Mendonça, e testemunhas o Dr. João Metelo de Matos e Maurício Freire de Andrade Castelo Branco.

Durante a Guerra Peninsular, deslocou-se para o Funchal, onde estudou recebeu os primeiros estudos na Aula Régia de Desenho e no Seminário da Madeira. Seguiu a carreira das armas, tendo assentado praça como cadete Corpo de Artilharia da Guarnição da Madeira a 21 de Junho de 1816. Deixará a Madeira para prosseguir com os estudos de Artilharia.

Casou a 23 de Setembro de 1834 na Igreja de Santa Isabel da Cidade de Lisboa com D.ª Maria José Justiniana Fava, batizada na freguesia da Lapa da Cidade de Lisboa e filha legítima de Duarte José Fava e de D.ª Maria Eduarda das Necessidades. Foram testemunhas José Bento de Sousa Fava, solteiro e morador na rua de S. Bento, e Joaquim José Baptista Ferreira, casado e morador na rua de S. Bento.

Em 1841, tornou-se associado n.º144 do Montepio Geral – Associação Mutualista. Desempenhou um papel importante nos corpos sociais desta instituição, tendo sido presidente da direção entre 1843 e 1844, e entre 1848 e 1849 e Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1854 e 1855. De salientar que foi durante a sua presidência que se inaugurou a Caixa Económica de Lisboa anexa ao Montepio Geral, tornando-se José de Freitas Teixeira Spínola de Castelo Banco no seu primeiro depositante.

Por volta de 1874, apresentou um requerimento à direção do Montepio Geral com vista à cedência dos seus direitos como sócio, visto que não tinha herdeiros hábeis para o recebimento da pensão. Com efeito acabou por ceder direitos em Março de 1874.

Faleceu viúvo a 7 de Fevereiro de 1889 na rua da Quintinha n.º132 da freguesia de Nossa Senhora das Mercês da Cidade de Lisboa. Não recebeu os Sacramentos e não fez testamento, tendo deixado uma filha maior. O seu corpo foi sepultado no Cemitério Ocidental.

Associado

José de Melo Gouveia

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1888 e 1889.

Associado

José de Vasconcelos Guedes de Carvalho, 1.º Barão e 1.º Visconde de Riba Tâmega (1822-1892)

Nobre; Estado Português da Índia
Associado

José Dias Ferreira

Político; Presidente do Conselho de Ministros; Monarquia Constitucional (1820-1910) Político; Partido Reformista (1870-1876)
Associado

José Elvas Cardeira

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1907.

Associado

José Emílio Santana da Cunha Castel Branco

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1903 (pediu escusa).

Associado

José Estevão de Morais Sarmento

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1894 não tendo chegado a tomar posse. Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1895 e 1896, entre 1899 (desde 27 de fevereiro) e 1900 e entre 1903 e 1904.

Associado

José Ferreira Pestana

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral durante 1842 e 1862.

Associado

José Francisco da Silva

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1902.

Associado

José Francisco Ramos e Costa

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral durante 1946.

Associado

José Gerardo Coelho Vieira do Vale Peixoto de Sousa e Vilas Boas, 1.º Visconde de Guilhomil (1863-1913)

Político; Partido Progressista (1876-1910); Nobre
Associado

José Guerreiro Murta (1891-1979)

Presidente da Direção/ Conselho de Administração; Presidente do Conselho Fiscal

Associado n.º14911. Nasceu em 14 de Maio de 1891 na Cidade de Loulé, sendo filho de António Guerreiro Murta e de Antónia da Piedade.

Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra e em Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo seguido a carreira de ensino, ocupando-se como professor de liceu e exercendo cargos de direção com reitor do Liceu Passos Manuel ou membro da direção dos Jardins-Escola João de Deus.

Em 1917, Guerreiro Murta foi admitido como associado n.º 14.911 do Montepio Geral, instituição que acabaria por dirigir como Presidente do Conselho de Direção em vários mandatos e, também, como Presidente do Conselho Fiscal.

No Montepio revelou uma enorme sensibilidade para temas de preservação da história e património do Montepio Geral, acompanhando a realização e organização das comemorações do 1.º Centenário do Montepio Geral, bem como o 125.º Aniversário do Montepio Geral. Foi autor de “O Montepio Geral e o sue Iniciador” e de “Caixa Económica de Lisboa ou o Primeiro Mealheiro Público”, bem como promotor e organizador publicações comemorativas da instituição. Organizou, também, o I Congresso de Caixas Económicas Portuguesas, realizado em 1944.

Foi Presidente da Direção do Montepio Geral entre 1944 e 1945, 1948 e 1950, 1952 e 1954, 1956 e 1958 e entre 1960 e 1961. Foi Presidente do Conselho Fiscal entre 1967 e 1969.

Faleceu a 30 de Abril de 1979 na Cidade de Loulé.

Associado

José Isidoro Jorge

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1868 (entre agosto e setembro).

Associado

José Joaquim de Castro

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção entre 1900 e 1901.

Associado

José Joaquim Ilharco

Militar; Oficial do Exército; Exército do Rei D. Pedro (1829-1835)
Associado

José Lobato de Faria

Estado Português da Índia
Associado

José Machado de Abreu, 1.º Barão de Santiago de Lordelo (1794-1857)

Nobre
Associado

José Manuel de Lemos, Bispo de Bragança

Eclesiástico
Associado

José Marcelino Gameiro

Estado Português da Índia
Associado

José Maria Álvares Quintino, 1.º Visconde de Monte Brasil (1810-1895)

Nobre

Associado n.º471. Nasceu a 14 de Outubro de 1810 na vila de Lagos, sendo filho legítimo de José Quintino Dias, 1.º Barão de Monte Brasil, de D.ª Maria Sebastiana do Carmo Álvares Botelho. Foi batizado a 16 de Novembro, sendo seu padrinho o capitão José Quintino Dias, que se fez representar por procuração passada ao major reformado Joaquim Manuel de Sampaio.

Proveniente de uma família de militares apoiantes do regime liberal, José Maria Álvares Quintino seguiu a carreira das armas, assentando praça como soldado a 1 de Agosto de 1838. O inicio da sua vida militar ficou marcado pelas guerrilhas do Remexido, movimento armado miguelista de carácter popular que marcou a região do Algarve e sul do Alentejo, contra os quais irá combater até ao seu fim. Participou igualmente na Guerra da Patuleia (1846-1847) no posto de tenente- ajudante, tendo no final de 1847 sido promovido a tenente. Ao logo dos anos vai sendo progressivamente promovido na hierarquia militar, tendo chegado ao posto de general de brigada a 16 de Junho de 1886.

Casou a 15 de Janeiro de 1844 na Igreja Matriz de Lagos com D.ª Francisca Rita Leote Côrte-Real, solteira, natural e batizada na freguesia de Santa Maria de Lagos e filha legítima do capitão de infantaria Francisco Silvestre Leote e de D.ª Maria Júlia Mascarenhas Manoel, neta paterna do major Francisco Correia Leote e de D.ª Isabel Rita da Veiga e Andrade e neta materna do major João Veloso Pessanha Cabral e de D.ª Maria Francisca Côrte-Real. Foram testemunhas o coronel de infantaria José Quintino Dias e o capitão de infantaria Francisco Correia Leote, ambos do mesmo regimento.

A 21 de Julho de 1854, D.ª Francisca Rita faleceu na freguesia de Santa Maria da Cidade de Lagos, tendo recebido somente a Extrema Unção por se encontrar “privada do uso das faculdades intelectuais depois que se lhe agravou a moléstia de que padecia”.

Casou em segundas núpcias a 25 de Agosto de 1864 na Igreja de Nossa Senhora da Ajuda da vila de Peniche com D.ª Francisca Rosa Tavares do Couto, solteira, natural e batizada na freguesia de Santa Maria da Cidade de Lagos e filha legítima de José Tavares do Couto e de D.ª Rosa Casimira Tavares do Couto. Foram testemunhas o capitão de caçadores Manuel Joaquim Veríssimo e o 2.º tenente Joaquim António da Encarnação.

Em 1854, tornou-se associado n.º471 do Montepio Geral – Associação Mutualista.

Por decreto de 24 de Setembro de 1892, El-Rei D. Carlos agraciou José Maria Álvares Quintino com o título de Visconde de Monte Brasil em sua vida.

Faleceu em Outubro de 1895. À sua morte foram constituídas três pensões no Montepio Geral destinadas à viúva Viscondessa de Monte Brasil e a duas das suas filhas D.ª Luísa Palmira Tavares Quintino e D.ª Eugénia Almeida Tavares Quintino.

Associado

José Maria Borges

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1880 e entre 1886 e 1887.

Associado

José Maria Correia Freire Manoel de Aboim, 1.º Visconde de Vila Boim (1826-1901)

Nobre
Associado

José Maria da Costa Silveira da Mota

Presidente da Direção/ Conselho de Administração Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega Grande de Lisboa

Foi Presidente da Direção entre 1846 e 1847.

Associado

José Maria de Almeida Araújo Correia de Lacerda, Deão da Sé de Lisboa

Eclesiástico
Associado

José Maria de Almeida Teixeira de Queiroz

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1869 e 1870.

Associado

José Maria de Pina

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1854 e durante 1858.

Associado

José Maria Dorbe

Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega das Sete Casas
Associado

José Maria Pereira

Senador I República
Associado

José Marques Moreira

Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega Grande de Lisboa
Associado

José Maximiano Falcão de Carvalho

Estado Português da Índia
Associado

José Mendes Cabeçadas Júnior (1883-1965)

Político; Presidente da República
Associado

José Palma Graça

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1963.

Associado

José Paulo Fernandes

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1930.

Associado

José Pedro de Kuchembuck Vilar

Estado Português da Índia
Associado

José Pedro Soares de Luna

Militar; Oficial do Exército; Exército do Rei D. Pedro (1829-1835)
Associado

José Quirino Valverde

Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega Grande de Lisboa
Associado

José Rodrigues Coelho do Amaral (1808-1873)

Presidente da Mesa da Assembleia Geral Político; Partido Reformista (1870-1876)

Associado n.º169. Filho de João Rodrigues e de D.ª Maria Clara Coelho do Amaral, nasceu a 15 de Maio de 1808 na Cidade de Lisboa. Foi batizado a 9 de Junho de 1808 na Igreja de Santa Catarina da Cidade de Lisboa, sendo seu padrinho José Caetano morador na rua do Vale.

Seguiu a carreira das armas, tendo assentado praça na Armada em 1825. Dois anos depois, em 1827, foi nomeado Guarda-Marinha Extraordinário. No quadro da Guerra Civil (1832-1834) serviu o exército liberal, servindo do Duque de Terceira como engenheiro na elaboração de um plano de fortificação das linhas de Lisboa e, mais tarde, no Regimento de Infantaria n.º15 e no Real Corpo de Engenheiros. Entre 1836 e 1849, frequentou a Escola de Pontes e Calçadas em França, sendo que ao regressar a Portugal tornou-se regente da cadeira de Estradas e Caminhos de Ferro da Escola do Exército.

Em 1851, no porto de major, Coelho do Amaral partiu para Benguela incumbido do governo deste distrito, sendo que acabaria por ser tomar funções como Governador-Geral de Angola entre 1854 e 1860. Após este mandato regressou a Lisboa onde teve o papel de vogal do Conselho Ultramarino e Diretor da Escola Politécnica. Entre 1863 e 1866, assumiu funções como Governador de Macau.

Em Janeiro de 1868, Coelho do Amaral foi nomeado para a pasta da Marinha e do Ultramar, ministério que encabeçou até Julho de 1869, data em que se demitiu para assumir novamente funções como Governador-Geral de Angola, num segundo mandato que durou até 1870. Por fim, entre 1870 e 1873, assumiu funções como Governador Moçambique, tendo falecido no exercício do cargo.

Casou em primeiras núpcias a 10 de Abril de 1837 na Igreja de Santos-o-Velho da Cidade de Lisboa com D.ª Maria Augusta Soares Franco, viúva do major José Pedro Coelho e filha legítima do conselheiro Francisco Soares Franco e de D.ª Micaela Antónia Mourão. Foram testemunhas António José Alves e Joaquim José das Neves. Deste casamento nasceram duas filhas, D.ª Maria José que casou com o conselheiro Joaquim Guedes de Carvalho e Meneses e D.ª Maria Augusta que casou com o capitão-tenente da armada Temudo.

Em 28 de Outubro de 1854, na freguesia de Nossa Senhora da Conceição em Angola, faleceu D.ª Maria Augusta Soares Franco sem testamento e sem Sacramentos, tendo o seu corpo sido sepultado no cemitério geral de Angola.

Casou em segundas núpcias a 29 de Maio de 1859 no Oratório do Palácio do Governo da Cidade de Luanda com D.ª Vicência Maria Coelho do Amaral, natural de Rio Maior e viúva do capitão Eduardo Guilherme de Faria, de cujo matrimónio não houve descendência. Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Montepio Geral durante 1863.

Faleceu a 14 de Dezembro de 1873 no Palácio de São Paulo da Ilha de Moçambique, após um prolongado período de enfermidade “desde a ultima vez que regressou da Zambézia, sofrendo febres endémicas, desarranjos do canal intestinal e um quebrantamento de forças”, acabando por ser acometido por uma grave disenteria. Certamente consciente da aproximação da hora da sua morte, José Rodrigues Coelho do Amaral foi encontrado no seu leito vestido “com os seus uniformes de general de brigada e condecorado com as veneras de Cavaleiro da Torre Espada, São Bento de Aviz, Nosso Senhor Jesus Cristo e a de Comendador de Aviz”.

Associado

José Santa Bárbara

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1906.

Associado

José Silvestre Ribeiro

Presidente da Mesa da Assembleia Geral Político; Partido Histórico (1852-1876)

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1859 e 1861 e entre 1865 e 1867.

Associado

José Sousa Carrusca

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1945, entre 1949 e 1951 e 1955 e 1956 e durante 1960.

Associado

José Sousa Marques

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1915.

Associado

José Tedeschi

Político; Partido Socialista Português
Associado

José Tomás de Sousa Martins

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi eleito Presidente da Direção em 1890 não tendo entrado em funções. Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral durante 1891.

Associado

Josué Francisco Trocado

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1933.

Associado

Julião Casimiro Ferreira, 1.º Visconde de Landal (1821-1908)

Nobre
Associado

Júlio de Melo Sampaio

Estado Português da Índia
Associado

Júlio Dinis Sampaio

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1905 e 1912.

Associado

Júlio Pamplona Côrte-Real

Militar; Oficial do Exército; Exército do Rei D. Pedro (1829-1835)
Associado

Laurindo Henriques Santos

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1970.

Associado

Lázaro Joaquim de Sousa Pereira (1818-1878)

Fornecedor da Casa Real (1820-1910)
Associado

Leão Magno Azedo

Senador I República
Associado

Lourenço Caldeira da Gama Lobo Cayolla

Político; Partido Progressista (1876-1910)
Associado

Lúcio Carneiro de Sousa e Faro

Estado Português da Índia
Associado

Luís António de Morais e Sousa

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1912.

Associado

Luís Carneiro de Sousa e Faro

Estado Português da Índia
Associado

Luís da Câmara Leme

Político; Partido Democrático Senador I República
Associado

Luís Maria de Araújo

Estado Português da Índia
Associado

Luís Morais e Sousa

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1911.

Associado

Luís Porfírio da Mota Pegado

Presidente da Mesa da Assembleia Geral Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1863 e em 1870 e Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1879 e 1881.

Associado

Manuel António da Fonseca

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal entre 1964 e 1966.

Associado

Manuel Carcomo Lobo

Estado Português da Índia
Associado

Manuel de Oliveira Basto

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1853.

Associado

Manuel dos Santos Lourenço

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Presidente da Direção/ Conselho de Administração Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente da Direção durante 1937 e 1943, Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1938 e 1939 e Presidente do Conselho Fiscal entre 1941 e 1942.

Associado

Manuel Jacinto Nunes

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1986 e 2003 e Presidente do Conselho Fiscal entre 2007 e 2012.

Associado

Manuel José de Arriaga Brum da Silveira e Peyrelongue (1840-1917)

Político; Presidente da República
Associado

Manuel José Mendes

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1868.

Associado

Manuel Nunes da Silva

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral durante 1931 (eleito a 26 de dezembro).

Associado

Manuel Santos Lourenço

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente do Conselho Fiscal entre 2016 e 2018.

Associado

Manuel Simões Baião

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1932.

Associado

Marcelino Henriques Pereira

Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega das Sete Casas
Associado

Maria da Conceição Pereira Forjaz de Meneses (1798-1878)

Mulheres associadas
Associado

Maria de Belém Roseira

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Presidente da Mesa da Assembleia Geral desde 2022.

Associado

Maria do Carmo Travassos Valdez de Moura (1796-1868)

Mulheres associadas

Associada n.º346. Nasceu em 31 de Agosto de 1796 na Cidade de Elvas e foi baptizada em 18 de Setembro no oratório particular da casa de seu pai, filha legítima de José Bento Travassos da Silveira Araújo natural de Elvas e de D.ª Antónia Eufrásia de Sousa Godinho Valdez natural de Pombal, neta paterna do capitão Francisco Fernandes de Araújo natural de Monção e de Dª Vicência Eugénia Travassos da Silveira natural de Elvas, neta materno de Luís Godinho Leitão natural de Pombal e de D.ª Jerónima Teresa de Sousa Valdez natural de Coimbra. Foi seu padrinho o Luís Pinto de Sousa Coutinho, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, que se fez representar por procuração passada ao Doutor Manuel Joaquim Ferreira de Bastos, e madrinha Nossa Senhora do Carmo.

Casou em 16 de Março de 1815 no oratório particular do Doutor Manuel Joaquim Ferreira de Bastos, morador na freguesia de São Pedro da Cidade de Elvas, com José Maria de Moura Leitão Henriques Sacoto, solteiro, natural e batizado na Igreja Matriz de Vila Franca de Xira e coronel do regimento de artilharia n.º3, filho legítimo de Manuel de Moura Leitão e de D.ª Clara Mónica Sacoto. Foram testemunhas o Cónego João Travassos Araújo, o arcediago coadjutor Joaquim Travassos de Araújo, e os procurados dos nubentes o arcediago José Maurício Travassos da Costa Mascarenhas, o chantre Manuel José Travassos da Costa.

Tornou-se associada n.º346 do Montepio Geral – Associação Mutualista em 1852.

Em 1862, D.ª Maria do Carmo requereu ao Ministério da Guerra, para si e para as suas filhas, a faculdade de acumular com a pensão do Montepio Militar com a que tinham direito por falecimento de seu marido e pai, invocando o Decreto de 30 de Julho de 1844, no qual era “permitida esta acumulação por algumas pensionistas”.

À sua morte, as suas filhas D.ª Maria do Carmo, D.ª Antónia, D.ª Clara e D.ª Ida Guilhermina requereram junto da 3.ª repartição da direção geral da contabilidade do Ministério dos Negócio da Fazenda os vencimentos em dívida à sua mãe “pelo o seu título de renda vitalícia n.º12:963.

Faleceu a 18 Março de 1868. Habilitou-se como sua pensionista no Montepio Gera a sua filha D.ª Maria do Carmo Valdez de Moura (pensionista n-º556), (pensionista n.º557) e (pensionista n.º558).

Associado

Maria Emília de Noronha Cabral Gorjão (1820-1899)

Mulheres associadas

Associada n.º2255. Nasceu a 7 de Dezembro de 1820 em Mafra e foi batizada a 16 de Janeiro de 1821  Filha legítima do tenente-coronel José Francisco de Assis Barros Gorjão de Carvalho, administrador do morgadio de Chãos, e de D.ª Antónia Desidéria de Noronha Cabral de Resende e Unhão, administradora dos morgadios de Noronha e Unhão, neta paterna do Dr. José António de Barros Gorjão e de D.ª Ana Gertrudes Rita de Carvalho e neta materna do capitão-mor António Rufino Monteiro de Resende Baracho Cabral de Unhão e Noronha e de D.ª Francisca Joana Gualberta do Carmo.

Casou em primeiras núpcias a 20 de Fevereiro de 1841 na Ermida de São Brás da Quinta da Penha Verde em Sintra com Guilherme Duarte do Nascimento Rubim, filho legítimo de Joaquim Duarte e de Jacinta Isabel de Sousa Rubim. A 24 de Março de 1851, o seu marido Guilherme faleceu na freguesia de São Martinho em Sintra aos 42 anos de idade.

Casou em segundas núpcias a 29 de Dezembro de 1851 na Cidade de Lisboa com António Infante de Lacerda, filho legítimo de Simão Infante de Lacerda de Sousa Tavares, 2.º Barão de Sabroso, e de D.ª Maria Antónia de Magalhães Pizarro.

Foi admitida com associada n.º2255 do Montepio Geral – Associação Mutualista em 1870.

Por Decreto de 7 de Agosto de 1861, D. Maria Emília foi “agraciada com a pensão equivalente ao soldo da tarifa de paz, correspondente à patente do seu fallecido marido o Tenente do Exercito, Antonio Infante de Lacerda, que tendo feito parte do Batalhão provisório que foi para Angola em 1860, alli faleceu victima das febres do paiz.”

Faleceu em Março de 1899.

Associado

Mário Pinheiro Chagas (1870- 1939)

Membro do Conselho Fiscal; Advogado

Associado nº 11310. Mário da Silva Pinheiro Chagas nasceu a 16 de junho de 1870, em Lisboa e faleceu, na mesma cidade, a 8 de junho de 1939. Filho de Manuel Pinheiro Chagas, romancista, dramaturgo, jornalista e político. Mário Pinheiro Chagas licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1891, e iniciou a sua carreira no escritório de Francisco Franco de Castro (também associado do Montepio). Desempenhou os cargos de deputado, eleito por Évora, e de vereador da Câmara Municipal de Lisboa (1907 e 1908). Segundo Maria João Rego, era monárquico e partidário de João Franco. A mesma autora refere que viveu um momento difícil com a Implantação da República – o seu irmão Frederico suicida-se a 5 de outubro de 1910. Para além deste acontecimento, e confiante das suas convicções, alia-se às forças de Paiva Couceiro na Galiza e no norte de Portugal. No ano seguinte, pelos mesmos motivos exila-se em Paris, onde trabalhou como advogado especializado em direito marítimo. Durante a Primeira Guerra Mundial, beneficiou da amnistia concedida pelo governo português e regressou ao país. Mais tarde, integrou a direção de várias empresas, fazendo parte dos conselhos de administração de importantes companhias, entre as quais a Companhia de Boror, de que foi um dos fundadores, e a Companhia Anglo-portuguesa de Telefones.

Mário Pinheiro Chagas manteve uma forte ligação à Ordem dos Advogados Portugueses e a 12 de novembro de 1937, inicia o seu mandato como Bastonário, cuja ação de centrou na emissão de laudos sobre honorários e na atribuição de pensões e subsídios.

Em termos associativos, foi admitido como associado do Montepio em 1907, com o número 11310. Subescreveu com o capital máximo. Em 1920, é membro efetivo do Conselho Fiscal.

Associado

Martinho Queiroz Montenegro

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1919 (eleito a 9 de março).

Associado

Martinho Rodrigues Oliveira

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1931.

Associado

Miguel de Almeida Santos

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal entre 1938 e 1940 e entre 1943 e 1945.

Associado

Nery Delgado (1835-1908)

Engenheiro; Membro da Academia das Ciências
Associado

Nuno de Campos

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal entre 1925 e 1926.

Associado

Odílio Correia Melo

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal entre 1977 e 1979.

Associado

Pedro Afonso André de Figueiredo, 1.º Barão e 1.º Visconde de Wildik (1837-1920)

Nobre
Associado

Pedro Alcântara Gomes

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1895.

Associado

Pedro Fernandes da Cunha

Fornecedor da Casa Real (1820-1910)
Associado

Purxotoma Sinay Quencró, 1.º Barão de Calapor (1812-1874)

Estado Português da Índia Nobre
Associado

Ramiro Leão (1857-1934)

Comerciante

Associado nº5059. Nascido em Gavião, no seio de uma família humilde, iniciou-se muito jovem no trabalho rural, assalariado do comendador Adriano Dias. Após algumas idas a Lisboa, decide instalar-se como marçano na capital. A sua primeira loja localiza-se na Rua Nova do Almada, onde permaneceu até 1888. Nesse ano, estabelece-se em duas portas do rés-do-chão do prédio que havia de possuir, a primeira casa Ramiro Leão, na rua Garrett. O comerciante teve, sucessivamente, como sócios: o comendador Adriano Dias, de Gavião; António Martins Sequeira e Tomás da Rocha Leão; seu irmão, António Leão; seu filho, António Virgílio Ramiro Leão e António Emílio Gonçalves. À data da sua morte, apenas tinha como sócios o seu filho Virgílio Ramiro Leão e o seu genro Humberto Lallemant.

A par da atividade comercial, dedicada ao vestuário, foi diretor do Banco de Portugal; membro do Conselho Fiscal da Companhia de Seguros “A Nacional”; vereador da CML, no tempo de João Franco; membro do Tribunal do Contencioso Fiscal, como delegado do Comércio; logo a seguir à proclamação da República, diretor da Associação Comercial, e membro do Conselho Fiscal da Companhia de Cabinda. Ademais, funda a fábrica de colarinhos da Travessa da Pena. Apesar de não lhe ser conhecida a ocupação de cargos políticos de relevo, era monárquico. Ramiro Leão casou com Carolina Rosa Cordeiro, filha de pais incógnitos e natural de Lisboa, em a 29 de junho de 1891.   Desse enlace teve um filho Vergílio Ramiro Leão, casado com Helena Antunes dos Santos Leão; e duas filhas: Ester Lallemant, casada com Humberto Lallemant, e Fedra Lallemant, casada com Adolfo Lallemant.

Aos 31 anos de idade torna-se associado do Montepio, subscrevendo um capital de 800$00. À data do seu falecimento em 1934, deixa como pensionistas as suas duas irmãs Adriana Heitor (pensionista nº19045), que viva em Gavião, e Virgínia Leão de Sousa (pensionista nº19046), que vivia na capital e trabalhava nos Armazéns Ramiro Leão.

Associado

Ricardo Moreira do Amaral

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção entre 1933 e 1934.

Associado

Rodrigo Álvares Cabral

Senador I República
Associado

Sebastião Alfredo da Silva

Presidente da Direção/ Conselho de Administração; Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente da Direção durante 1936 e Presidente do Conselho Fiscal durante 1937.

Associado

Sebastião Gustavo Pinto

Empregado aduaneiro (1840-1845); Alfândega das Sete Casas
Associado

Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais (1872-1918)

Político; Presidente da República
Associado

Silvestre Bernardo Lima

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1874 e Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 1882 e 1884.

Associado

Teodorico Baptista da Cruz n.º621

Associado

Teófilo José da Trindade

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção entre 1914 e 1916.

Associado

Tomás António Garcia Rosado

Militar; Oficial do Exército; Corpo Expedicionário Português (CEP) (1917-1918)

Associado nº5813. Tomás António Garcia Rosado nasceu a 4 de março de 1864, na freguesia de S. Salvador, em Beja. Era filho de Angélica do Carmo Garcia Rosado e de José Francisco Rosado, oficial do Exército. Frequentou o Colégio Militar, obtendo boas classificações às disciplinas. Tomás Garcia Rosado viria a assentar praça em 29 de julho de 1879 no Regimento de Infantaria 2, como primeiro-sargento graduado em aspirante do Regimento de Infantaria 7. Em 1882, foi promovido a alferes-aluno para a arma de Artilharia.

Os anos seguintes são marcados pela sua progressão a nível militar, até que em 1889 alcança o primeiro cargo com alguma relevância, após a sua formação académica militar – o de adjunto da 2º Secção da Secretaria do Corpo de Estado-Maior. Ainda nesse ano, é promovido a capitão.

Na década de 90 do século XIX, permaneceu no Corpo de Estado-Maior; integrou grupos de estudo e levantamento dos terrenos nos arredores de Lisboa; publica diversos ensaios de teor ao nível do desempenho militar. Em 1893, é agraciado com o grau de cavaleiro da ordem de S. Tiago, sendo que no ano seguinte recebe guia de marcha para embarcar para a Índia, fazendo parte do Corpo Expedicionário comandado pelo infante D. Afonso, como chefe do Estado-Maior do Corpo Expedicionário. Em 1895, recebe as insígnias de cavaleiro da Real Ordem Militar de S.Bento de Avis e é nomeado chefe do Estado-Maior do Governo-Geral da Índia.

Com o regresso a Lisboa de todo o Corpo Expedicionário, apresenta-se no Comando do Corpo de Estado-Maior. Nos anos finais do século, encontra-se ao serviço na Companhia de Moçambique, assumindo cargos de chefia nos territórios de Manica e Sofala e tendo especiais funções na delimitação da fronteira do Barué.

Até 19 de dezembro de 1917, quando é promovido a general e empossado no cargo de Chefe do Estado-Maior do Exército, vai progredindo na hierarquia militar, sendo que foi Governador-Geral de Moçambique (1904); chefe de várias repartições do Estado-Maior do Exército; representa por duas vezes a representação portuguesa em conferências internacionais e colabora no Ministério da Marinha e Ultramar e no Ministério da Guerra; Diretor da Escola Central de Oficiais (1914); sub-chefe do Estado maior do Exército (1915).

A 10 de julho de 1918 é nomeada por Decreto para o cargo de comandante do CEP, em França. Em agosto, assume o comando das tropas, encontrando um conjunto de unidades militares desmoralizadas, procedendo à sua reorganização.

De acordo com Luís Alves de Fraga, o general empenhou-se, depois do armistício, em manter uma representação militar em França que não deixasse cair no esquecimento a ação dos portugueses. De abril de 1919 a 1923, assume as funções de Chefe do Estado-Maior do Exército. Após essa data, é eleito Presidente dos Corpos Gerentes para o triénio 1924-1926 da Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha. O Governo saído do golpe militar de 28 de maio de 1926, decide nomeá-lo embaixador de Portugal em Inglaterra. No entanto, vira a ser exonerado do cargo em 1934, por decisão de Oliveira Salazar, por alegados desentendimentos com Armindo Monteiro, tal como elucida Luís Alves de Fraga. Faleceu a 30 de agosto de 1937.

Foi ainda, por diversas vezes, agraciado titularmente pelos serviços prestados: medalha militar de prata Rainha D. Amélia (1896); grau de oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (1897); Ordem do Exército (1898), entre outros.

A sua vida pessoal é marcada, em 1889, pelo matrimónio com Maria Adelaide Costa. Ao cabo de dez anos de matrimónio, separa-se da mulher. Desse tempo juntos, nasceram sete filhos: Álvaro; Manuel; Albertina, casada com Rui Teles Palhinha; Ilda; Maria José e Margarida. Maria Adelaide e os filhos viveram numa casa em Ferreira do Zêzere. 

Entrou no Montepio com 26 anos de idade, em 1890, e deixou como pensionistas: a viúva Maria Adelaide (nº20 346) e a sua filha Margarida (nº 20347).

Associado

Tomás de Aquino Mourão Garcez Palha, 2.º Barão de Combarjua (1842-1904)

Político; Partido Progressista (1876-1910); Nobre
Associado

Tomás Nunes de Serra e Moura

Estado Português da Índia
Associado

Tomás Quintino Antunes, 1.º Conde de São Marçal (1820-1898)

Fornecedor da Casa Real (1820-1910)

Associado n.º1840. Nasceu a 1820 na Cidade de Lisboa, sendo filho de Bernardo Antunes e de Joana Maria do Carmo. Foi batizado na freguesia de São Lourenço.

Aos 14 anos de idade, 4 de Abril de 1834, empregou-se como compositor tipógrafo na Imprensa Nacional

Casou em primeiras núpcias a 30 de Abril de 1846 na Igreja do Santíssimo Coração de Jesus com Maria José da Conceição, solteira, natural e batizada na freguesia do Sacramento e filha legítima de Justino José Guimarães e Catarina de Sena Tonioli. Foram testemunha o pai da noiva, Justino José Guimarães, o bacharel António Gil e o tipógrafo Manuel da Cruz Coelho.

Enviuvou de D.ª Maria José da Conceição a 4 de Janeiro de 1873 na Encarnação, a qual falecera na rua das Gáveas n.º87 com o Sacramento da Extrema Unção, sem filhos e com testamento. O seu corpo foi sepultado em jazigo no Cemitério dos Prazeres.

Casou em segundas núpcias a 10 de Julho de 1873 na Igreja Conventual de Santana com D.ª Maria da Luz Vasconcelos, solteira, natural e batizada na freguesia de Nossa Senhora do Socorro e filha legítima de António Alexandre e Antónia Maria da Conceição. Foram testemunhas o Doutor António Maria Ribeiro da Costa Woltreman e o jornalista José Eduardo Coelho.

Tipógrafo da Casa Real por diploma de 4 de Dezembro de 1869. De El-Rei D. Luís recebeu as mercês de Comendador de Nossa Senhora da Conceição a 1 de Julho de 1869, de Fidalgo Cavaleiro da Casa Real a 22 de Setembro de 1869, e o título de Visconde de São Marçal por decreto de 20 de Agosto de 1885. Foi elevado à Grandeza do Reino com o título de Conde de São Marçal por El-Rei D. Carlos a 3 de Dezembro de 1891.

Faleceu a 16 de Fevereiro de 1898 na Cidade de Lisboa. Legou a sua pensão no Montepio Geral a D.ª Emília da Cruz Ferreira, pensionista n.º4825, a qual viria a caducar por motivo do seu casamento em 1899.

Associado

Tristão da Câmara Pestana

Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho Fiscal durante 1927.

Associado

Vasco Jara de Albuquerque d’Orey n.º14523

Aristocrata
Associado

Victor Seabra Franco

Presidente do Conselho Fiscal

Presidente do Conselho Fiscal, exercendo o cargo desde 2025.

Associado

Virgílio Manuel Boavista Lima

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Presidente do Conselho de Administração desde 2019.

Associado

Viriato Luiz Nogueira

Presidente da Direção/ Conselho de Administração

Foi Presidente da Direção durante 1888 (pediu escusa, mas não chegara a tomar posse).

Associado

Vítor Melícias Lopes

Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Presidente da Direção/ Conselho de Administração; Presidente do Conselho Fiscal

Foi Presidente do Conselho de Administração entre 1984 e 1988, Presidente do Conselho Fiscal entre 2004 e 2006 e Presidente da Mesa da Assembleia Geral entre 2007 e 2021.

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